laranjeira azeda

Também denominada laranjeira amarga e laranjeira de Sevilha, nomes vulgares de Citrus aurantium (Rutaceae). Possivelmente um híbrido resultante do cruzamento em épocas remotas de Citrus maxima x Citrus reticulate ou seja da toranjeira e da tangerineira. Foi o primeiro citrino a ser introduzido na Europa, provavelmente pelos marinheiros portugueses. A laranjeira azeda é uma árvore que pode atingir 10 metros de altura, de copa redonda, espinhosa, com espinhos simples, normalmente curtos, mas podendo atingir 10 cm nos ramos jovens; folhas inteiras, verde brilhantes; flores brancas, aromáticas, solitárias ou em grupos; os frutos, as laranjas azedas, são cor-de-laranja brilhante, por vezes tingidas de vermelho, levemente verrugosos, sub globosos, achatados nas extremidades, ocos no centro quando maduros, com numerosas sementes. Outrora foi o porta enxerto mais usado para a laranjeira doce devido à sua tolerância à gomose (Phytophthora), e por conduzir a produção de excelentes laranjas de pele fina e sumarentas, mas, não era tolerante à tristeza, razão que levou a ser substituída por outros porta enxertos. Continuou contudo a ser cultivada devido às suas qualidades medicinais. É usada para combater a tosse, a flatulência, a indigestão e a diarreia. A água de flor de laranjeira é produzida com as flores da laranjeira azeda. É indispensável na compota de laranja, e pode substituir o limão em culinária por vezes com vantagem.

Raquel Costa e Silva

Bibl. Bown, D. (1995), The Royal Horticultural Society Encyclopedia of Herbs and Their Uses. London, Dorling Kindersley: 109, 263. The New Royal Horticultural Society Dictionary of Gardening (1992). London, The Macmillan Press Limited, 1: 634.