lambaz

Nome pelo qual são vulgarmente conhecidos os peixes marinhos da espécie Coris julis (Labridae) segundo Collins (1954) como Saurus griseus, Santos et al. (1997) e Martins (1981) também conhecidos por peixe-rei (Collins, 1954; Santos et al., 1997; Martins, 1981; Sampaio, 1904), torcida e verdugo (Collins, 1954; Martins, 1981).

Segundo Quingnard e Pras (1986), os indivíduos desta espécie têm corpo magro, moderadamente comprimido; cabeça pequena mas mais comprida do que a altura do corpo; focinho pontiagudo, com 4-6 poros cefálicos; boca pequena, geralmente com 2 fiadas de dentes; barbatanas com espinhos flexíveis; dorsal 8-10 espinhos mais 11 a 12 raios; anal 3 espinhos mais 11-12 raios; escamas pequenas, ausentes na cabeça e nas bases das barbatanas dorsal e anal.

Coloração variável e diferente conforme os sexo. Os machos com uma mancha cor de laranja ou vermelha e preta nos 3 primeiros raios dorsais, alongados; dorso azulado, muitas vezes verde-azeitona, algumas vezes castanho ou acinzentado; ventre branco, levemente marcado por alguma cor escura; lista longitudinal sobre os flancos, em zig-zag, cor-de-laranja ou vermelha, delineada com azul-esverdeado pálido e com uma banda, azul-escuro ou preto, por baixo da sua parte anterior; os indivíduos mais idosos com algumas barras escuras, verticais, sobre os lados. As fêmeas e os jovens, em águas pouco profundas, com dorso acastanhado e ventre branco-amarelado; faixa esbranquiçada, comprida, longitudinal, ao longo dos flancos, com faixa castanha escura, em zig-zag longitudinal, na parte média; em águas mais profundas, a cor castanha torna-se vermelha; machos, fêmeas e jovens com mancha preta sobre a parte posterior do opérculo.

Habita o litoral, próximo das rochas e de povoamentos de zostera, geralmente entre 1 e 60 m de profundidade, mas ocorrendo até 120 m ou mais no Inverno, ou quando machos mais velhos.

Ocorre no Mediterrâneo e no Atlântico oriental, da Noruega até pelo menos ao Cabo Lopez, nas Canárias, na Madeira e nos Açores para onde foi registado por Drouët (1861), como Julis speciosa. Luís M. Arruda

Bibl. Collins, B. L. (1954), Lista de peixes dos mares dos Açores. Açoreana, 5, 2: 103-142. Drouët; H. (1861), Éléments de la Faune Açoréenne. Aube, Mémoires de la Société Académique de l’Aube, 25. Martins, H. R. (1981), Nomenclatura de peixes de valor comercial dos Açores. Açoreana, 6, 2: 127-129. Quingnard, J.-P. e Pras, A. (1986), Labridae, In Whitehead, P. J. P., Bauchot, M.-L., Hureau, J.-C., Nielsen, J. e Tortonese, E. (eds.), Fishes of the North-eastern Atlantic and the Mediterranean. Paris, UNESCO: 919-942. Sampaio, A. S. (1904), Memória sobre a Ilha Terceira. Angra do Heroísmo, Imp. Municipal. Santos, R. S., Porteiro, F. M. e Barreiros, J. P. (1997), Marine Fishes of the Azores: An annoted checklist and bibliography. Arquipélago, Life and Marine Supplement, 1.