labradorite
A labradorite é um feldspato da série das plagioclases que deve o seu nome a importantes ocorrências na costa de Labrador. As plagioclases constituem uma solução sólida completa entre a composição da albite pura [NaAlSi3O8] e a da anortite pura [CaAl2Si2O8]. A composição das sucessivas plagioclases da série (albite, oligoclase, andesina, labradorite, bytownite e anortite) são expressas em percentagem molecular dos extremos da série: albite (Ab) e anortite (An).
Quimicamente a labradorite corresponde à gama de composições entre Ab50/An50 (50% de albite/50% de anortite) e Ab70/An30.
Cristaliza no sistema triclínico sob a forma de cristais geralmente tabulares e frequentemente geminados, sob a forma de massas geminadas com clivagem desenvolvida, ou como grãos irregulares. Apresenta dois planos de clivagem oblíquos, dureza 6 e densidade 2,71 a 2,74. O mineral é incolor ou tem cores claras (branco, cinzento ou, menos frequentemente, esverdeado, amarelado ou rosado), e brilho vítreo ou nacarado. A labradorite pode apresentar um jogo de cores iridiscente ou opalino.
As plagioclases são minerais constituintes de rochas ígneas, metamórficas ou, até, sedimentares.
O tipo e quantidade de feldspatos presentes são fundamentais na classificação das rochas ígneas. Normalmente quanto maior a quantidade de sílica (SiO2) presente no líquido magmático, maior a quantidade de feldspato potássico e mais sódicas as plagioclases; inversamente, quanto mais baixa a quantidade de SiO2, mais cálcica é a plagioclase. Na sequência de cristalização a partir de um líquido magmático, o membro cálcico das plagioclases (anortite) cristaliza a mais altas temperaturas, simultaneamente com minerais máficos (escuros) como as olivinas e piroxenas; assim, a labradorite cristaliza conjuntamente com os minerais constituintes dos gabros, basaltos e anortositos.
Nos Açores esta plagioclase é um mineral constituinte fundamental de todas as rochas basálticas. José Madeira
