labaça-crespa

Nome pelo qual são conhecidas as plantas da família das Poligonáceas (Dicotiledónea) pertencentes à espécie Rumex crispus (Schäfer, 2002).

Segundo Franco (1971: 85) e Schäfer (2002) é um hemicriptófito de caule aéreo até 150 cm, erecto, ramificado em cima; folhas basais estreitamente lanceoladas, agudas, margens distintamente onduladas, as caulinares menores, mais estreitas e subsésseis; inflorescência em panícula tirsoide com 40-80 cm, densa, de ramos fastigiados geralmente na axila das brácteas linear-lanceoladas e muito crespas; semiverticilastros inferiores geralmente remotos; valvas até 5 x 4 mm, cordadas, margens mais ou menos inteiras ou só muidamente denticuladas na base, as três com calosidade mas sendo frequentemente uma maior; sementes cerca de 2,3 mm. Perene. Floração Março a Agosto.

Nativa da Europa, ocorre em todas as ilhas (Schäfer, 2002; Silva et al., 2005) onde é vulgar em pastagens, considerada daninha, em incultos, lameiros, cascalho das margens dos cursos de água, muito frequente como planta ruderal, geralmente abaixo 600 m (Franco, 1971; Schäfer, 2002). Luís M. Arruda

Bibl. Franco, J. A. (1971), Nova Flora de Portugal. Lisboa, Sociedade Astória. Schäfer, H. (2002), Flora of the Azores, A field guide. Weikersheim, Margraf Verlag. Silva, L., Pinto, N., Press, B., Rumsey, F., Carine, M., Henderson, S. e Sjögren, E. (2005), Lista das plantas vasculares (Pteridophyta e Spermatophyta). In Borges, P. A. V., Cunha, R., Gabriel, R., Martins, A. F., Silva, L. e Vieira, V. (eds.), A list of terrestrial fauna (Mollusca and Arthropoda) and flora (Bryophyta and Spermatophyta) from the Azores. Horta, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, Direcção Regional do Ambiente e Universidade dos Açores: 131-155.