Justiça (A)

1 Jornal que iniciou a sua edição na vila das Velas, ilha de S. Jorge, em 26 de Novembro de 1891. Anunciado como quinzenal, politico, agricola, litterario e noticioso, passou a trimestral em 1 de Janeiro do ano seguinte, com publicação nos dias 1, 10 e 20 de cada mês, perdendo aquele subtítulo. Propriedade da família «Teixeiras», teve como editores Manuel Inácio Viegas, primeiro, e Manuel P. Lacerda, depois de 20 de Agosto de 1892. Tinha redacção, administração e tipografia na rua do Outeiro. Deixou de ser publicado a 9 de Abril de 1893, número 45.

Apareceu quando eram vividos os efeitos do ultimato apresentado pelo governo inglês ao governo português e o povo reclamava contra a falta de liberdade e de justiça social. O jornal pretendeu ser crítico da política e dos políticos do seu tempo, um espaço onde pudessem ser publicados escritos sobre a situação que era vivida em Portugal e, particularmente, nos Açores. Outra grande causa que defendeu foi a agricultura local que atravessava crise grave (Ribeiro, 1985: 37-38). No editorial do 1.º número, Vélas, 25 de Novembro, começa por afirmar: «O titulo que encima o nosso jornal é a synthese das nossas aspirações; é o lemma da nossa bandeira, o criterio supremo dos nossos juizos».

Formato 43,5 cm x 28,5 cm, 4 páginas, 4 colunas, inclui textos interessando à literatura, nomeadamente poesia de Olívia Soares, de José de Lacerda e de Mariana Belmira d’Andrade, notícias regionais, nacionais e do estrangeiro, e anúncios, muitos deles judiciais. Luís M. Arruda 2 Jornal que iniciou a sua edição na vila das Velas, ilha de S. Jorge, em 13 de Novembro de 1909. Semanário independente passou a periódico independente em 1 de Julho de 1910, número 33, com edições a 1, 10 e 20 de cada mês. Teve como director, proprietário e administrador Álvaro Soares de Albergaria Mesquita. Administração, tipografia e impressão funcionavam na rua Dr. Miguel Teixeira (antiga rua do Outeiro). Terminou a sua publicação com o número 45, a 10 de Novembro de 1910.

No editorial do número 1, A nossa apresentação será modesta e sincera, refere: «Tomaremos para divisa a cruz luminosa do Bem, do Bello, da Verdade, e da Justiça, – os quatro pontos cardeaes da vida.

«Não defenderemos interesses, estabeleceremos doutrina impessoal. E néssa doutrina, teremos em vista a utilidade correlativa do Bem, o deleite do Bello, a exactidão á Verdade e o Neminem Laede á Justiça».

Formato 38,8 cm x 27,8 cm, 4 páginas, 3 colunas, inclui editorial, notícias regionais, textos de interesse histórico e literário e anúncios, muitos deles judiciais. Luís M. Arruda

Fontes. Colecções existentes na Biblioteca Municipal de Velas.

 

Bibl. Avelar, J. C. S. (1902), Ilha de S. Jorge. Horta, Typ. Minerva Insulana [indica, erradamente, que terminou com o número 43]. Ribeiro, J. R. (1985), História dos jornais editados em S. Jorge. Braga, Ed. do Autor.