junça-mansa
Nome pelo qual são conhecidas as plantas da família das Ciperáceas (Monocotiledónea) pertencentes à espécie Cyperus esculentus (sin. Pycreus esculentus) (Bernardo e Montenegro, 2003; Costa, 1949; Palhinha, 1966; Schäfer, 2002), também conhecida apenas por junça (Costa, 1949).
Segundo Franco e Afonso (2003) e Schäfer (2002), é um helófito ou geófito rizomatoso, raramente terófito, com rizomas longos, finos e revestidos de escamas afastadas, terminando, frequentemente, por tubérculos subglobosus até 20 mm de comprimento; caules erectos, frondosos, com 10-40(-90) cm, solitários; folhas com 2-10 mm de largura, planas com as margens revolutas; brácteas involucrais 2-9, algumas delas em geral excedendo a inflorescência; antela simples ou composta, com 1-10 raios primários, os maiores atingindo 10 cm; espiguetas 5- a 20- mm, lineares a linear-oblongas, com 6-22 flores, amareladas-acastanhadas, oblongo-lanceoladas, até 16 x 2,5 mm, em umbelas frouxas com 4-10 raios; ráquila largamente alada; glumas com 2-3 mm, lanceoladas a ovadas, côncavas ou pouco carenadas, amarelo-pálidas a castanho-amareladas, menos vezes um tanto arruivadas; fruto em noz, com 3 ângulos, castanha-avermelhada. Anual ou perene. Floração de Maio a Agosto.
Nativa do SW da Europa e do Mediterrâneo, ocorre em todas as ilhas do arquipélago açoriano (Silva et al., 2005). É erva daninha muito comum, incómoda em terrenos cultivados abaixo dos 500 m de altitude e em sítios húmidos. Luís M. Arruda
Bibl. Bernardo, M. C. R. e Montenegro, H. M. (2003), O falar micaelense. S.l., João Azevedo Editor. Costa, C. (1949), Terminologia agrícola micaelense, Boletim da Comissão Reguladora dos Cereais do Arquipélago dos Açores, 9: 102-109. Franco, J. A. & Afonso, M. L. R. (2003), Nova Flora de Portugal (Continente e Açores). Volume III, fascículo III, Juncaceae Orchidaceae. Lisboa, Escolar Editora. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das plantas vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves. Schäfer, H. (2002), Flora of the
