junça-de-cheiro
Nome pelo qual são conhecidas as plantas da família das Ciperáceas (Monocotiledónea) pertencentes à espécie Cyperus longus (sin. C. badius) (Palhinha, 1966) também conhecida por junça-ordinária (Schäfer, 2002).
Segundo Franco e Afonso (2003) e Schäfer (2002), é um helófito ou geófito rizomatoso, com rizoma comprido com 3-10 mm diâmetro, noduloso, revestido de escamas largas; tubérculos nulos; caule erecto, frondoso, com 20-200 cm, solitário; folhas 2-10 mm de largura, planas frequentemente enrolando pela secagem; brácteas involucrais 2-10, de comprimento desigual, a inferior excedendo a inflorescência; antela simples ou composta, com 2-10 raios primários, os maiores podendo atingir 35 cm; espiguetas 4-30 mm, com 6-32 flores, castanho-escuras, linear a oblongas, até 35 x 2 mm, em cachos densos de 12-18, formando uma umbela terminal com 2-8 raios; ráquila alada; glumas com 2,3-3 mm, ovadas ou elípticas, castanho-escuras ou castanho-avermelhadas, com a quilha esverdeada; fruto em noz com 3 ângulos, castanha-anegrada. Perene. Floração de Maio a Agosto.
Nativa da Europa e do Mediterrâneo, é comum em todas as ilhas (Schäfer, 2002; Silva et al., 2005) junto às linhas de água, em valas e pastagens húmidas abaixo dos 500 m de altitude (Schäfer, 2002) frequentemente infestante das hortas e de culturas regadas (Franco e Afonso, 2003). Luís M. Arruda
Bibl. Franco, J. A. & Afonso, M. L. R. (2003), Nova Flora de Portugal (Continente e Açores). Volume III, fascículo III, Juncaceae - Orchidaceae. Lisboa, Escolar Editora. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das plantas vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves. Schäfer, H. (2002), Flora of the
