junça-brava
Nome pelo qual são conhecidas as plantas da família das Ciperáceas (Monocotiledónea) pertencentes à espécie Cyperus rotundus (Bernardo e Montenegro, 2003; Costa, 1949; Palhinha, 1966).
Segundo Franco e Afonso (2003) e Schäfer (2002), é um helófito ou geófito rizomatoso, com rizoma comprido, fino (1-3 mm de diâmetro) revestido de escamas estreitas e um tanto afastadas, e produzindo por vezes tubérculos intercalares ovóides e anegrados; caules raramente ultrapassando 60 cm; raios da antela até 10 cm; geralmente menos do que 10 espiguetas por cacho; glumas com 3-4 mm; anteras com 3-4 mm.
Nativa da região mediterrânica e das Canárias (Palhinha, 1966), ocorre em todas as ilhas dos Açores (Schäfer, 2002; Silva et al., 2005). Erva daninha, ruderal, muito comum em sítios húmidos; frequentemente infestante das hortas e de culturas regadas (Franco e Afonso, 2003), obrigando à sua monda sucessiva.
Referida por Frutuoso (1998: 240): «[...] e as terras do Morro da Ribeira Grande, e algumas outras, todas eram pampilhal bravo e ervilhaca, almeirão, saramago e junça brava [...]». Luís M. Arruda
Bibl. Bernardo, M. C. R. e Montenegro, H. M. (2003), O falar micaelense. S.l., João Azevedo Editor. Costa, C. (1949), Terminologia agrícola micaelense, Boletim da Comissão Reguladora dos Cereais do Arquipélago dos Açores, 9: 102-109. Franco, J. A. & M. L. R. Afonso (2003), Nova Flora de Portugal (Continente e Açores). Volume III, fascículo III, Juncaceae - Orchidaceae. Lisboa, Escolar Editora. Frutuoso, G. (1998), Livro IV das Saudades da Terra. Ponta Delgada, Instituto Cultural de Ponta Delgada: 240. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das plantas vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves. Schäfer, H. (2002), Flora of the
