jubarte
Megaptera novaeangliae (Borowski, 1781) Nome científico com origem no grego megas (grande) e pteron (asa ou barbatana), e do latim novum (nova) e angliae (Inglaterra). Na terminologia baleeira açoriana o termo ampebeque é geralmente utilizado (como também a sua forma abreviada ambeque), para designar esta baleia, por assimilação do nome correspondente inglês humpback. Também designada por Gibar, baleia-gibada, baleia-corcunda, baleia-de-bossas e rorqual-longimano.
Podem atingir 16 metros de comprimento, pesando 25 a 30 toneladas. Cabeça e tronco exagerado em relação ao resto do corpo. Barbatanas peitorais muito grandes, podendo chegar a medir o equivalente a quase um terço do seu comprimento total. A barbatana dorsal é pequena e situa-se no terço posterior do corpo. Caudal larga apresenta os bordos recortados e o padrão de coloração da superfície ventral é muito variável. A cabeça apresenta-se coberta de pequenos tubérculos. Na face ventral apresenta sulcos longitudinais em número de 12 a 16, que se estendem até à região da abertura genital.
Encontra-se presente em todos os oceanos, realizando grandes migrações, concentrando-se no Verão, em áreas de alimentação junto dos pólos e, no Inverno e na Primavera, em áreas de reprodução e cria em águas tropicais e subtropicais.
Todos os stocks foram seriamente delapidados pela actividade baleeira, calculando-se, hoje em cerca de 25.000 o número destes animais.
O jubarte que visita o arquipélago dos Açores durante os meses de Inverno, nunca foi presa procurada pelos baleeiros açorianos, que os conhecem ao longe pela forma dos seus assôpros ou espartos (spout), pois sabem que se afundam após serem abatidos, não dispondo na época, de aparelhagem que permitisse assegurar a flutuação dos animais.
Espécie com o estatuto de vulnerável no IUCN Red Data Book e indeterminado no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal. Francisco Reiner Garcia
