Jornal Português
O jornal de língua portuguesa mais duradoiro da Califórnia, resultou da fusão de três semanários, em 1932: o *Colónia Portuguesa, e O *Imparcial e *Jornal de Notícias. O último foi comprado por Pedro Laureano Claudino da Silveira (1870-1944), natural da Fajã Grande, ilha das Flores, que adquiriu os outros dois jornais, e depois da fusão, adoptou o novo título. O Jornal Português foi publicado em Oakland desde o seu começo, em Julho de 1932, até 1976, quando foi transferido para San Pablo. Após a morte de Silveira, a propriedade passou para sua mulher, Maria Nunes Silveira (1886-1960), natural da Califórnia filha de imigrantes açorianos. Contudo, o lugar de editor foi confiado a Alberto Corrêa (1893-1988), natural de Lisboa, Portugal, que anteriormente tinha trabalhado no Jornal de Notícias. Quando o jornal foi vendido em 1957, Corrêa continuou como editor assistente até Janeiro de 1958. O novo proprietário e editor, Alberto dos Santos Lemos nasceu em 1921, no Rio de Janeiro, Brasil, de imigrantes portugueses mas foi criado em Portugal continental. Emigrou para os Estados Unidos em 1955. Geralmente caracterizado como politicamente independente quando publicado pelos Silveiras, com a edição de Lemos o Jornal Português tornou-se bem conhecido pelo seu suporte incansável aos ditadores de direita que governaram Portugal até 1974.
Por algum tempo, desde meados dos anos 1940 até 1960, o Jornal Português foi o único jornal de língua portuguesa na Califórnia, o único sobrevivente do período inicial, muito brilhante, do jornalismo português no estado quando existia um excesso de jornais em competição. Restrições à imigração impostas nos anos 1920 tinham reduzido severamente o influxo de imigrantes portugueses. As suas crianças nascidas americanas, em geral assimiladas rapidamente pela sociedade americana, faziam pouco uso das publicações em língua portuguesa. A crise económica dos anos 1930 tornou a situação ainda pior. Assim, pelos anos 1950, o número de leitores potenciais, subscritores e anunciantes tinha decrescido, tornando a sobrevivência financeira dos jornais de língua portuguesa progressivamente difícil. Em 1994, Lemos vendeu o jornal a Alberto C. Pacciorini (nascido em 1951), natural da Califórnia, descendente de portugueses. A publicação foi suspensa em Setembro de 1997, terminando uma vida de 65 anos. Geoffrey Gomes [Trad. de Luís M. Arruda]
