Jornal de Angra
Jornal publicado em Angra do Heroísmo entre 3 de Maio de 1933 e 30 de Dezembro de 1936 (número 705). Começou por ser diário da manhã, depois diário da noite e no final bi-semanário. Inicialmente foi propriedade de Alberto Ferreira, depois de uma empresa com o nome do jornal até ser adquirido por Armando Ávila, em 1935, que assumiu as funções de director e editor que antes pertenciam a Frederico Lopes (João Ilhéu). É um dos poucos jornais do arquipélago em que se sente o pulsar da sociedade na sua vida quotidiana, pelas numerosas notícias sobre os mais variados acontecimentos locais e pelos abundantes anúncios que permitem captar a evolução da sociedade de consumo. Abordou questões administrativas da ilha, analisou o estado das várias instituições de beneficência, a situação económica das empresas e o problema do turismo. A nível cultural publicou artigos com a assinatura das figuras mais prestigiadas e com referências a acontecimentos históricos. O desporto e o escutismo mereceram uma atenção especial. O espírito liberal dos seus primeiros números foi aos poucos sendo aniquilado, passando a comportar-se de forma mais moderada e de acordo com a ordem política vigente. Carlos Enes
