Jorge (O)
Jornal com o sub-título semanário independente, começou a ser editado na vila de Santa Cruz, ilha das Flores, em 21 de Agosto de 1920. Apareceu como resultado da insatisfação gerada pelo desaparecimento, pouco tempo antes, de O *Atlântico, o único jornal então existente naquela ilha. «Uma terra sem jornal é uma casa desabitada! E a arrelia de não podermos algumas vezes desabafar este intimo em evolução» justificava o aparecimento de O Jorge. Com «uma secção telegraphica, uma noticiosa e sobre tudo uma pena sempre aparada» tinha por objectivo tomar posição contra tudo o que deixasse «de enveredar pelos verdadeiros trilhos da Justiça, da Consciência e da Razão».
Formato (28 cm x 18,3 cm), 4 páginas, 2 colunas, na I série, 31,3 cm x 21,7 cm, foi impresso, sucessivamente, pela tipografia «Florentina», na rua Conselheiro Medeiros, pela tipografia de José Alexandre da Silveira, no largo Major Chaves, e em oficina própria, na rua das Flores. Dos seus conteúdos destacam-se, na primeira página, os artigos e comentários sobre questões locais. Nas páginas interiores, estão, geralmente as secções «Noticiário» e «Radiogramas». A quarta página é, geralmente, ocupada por publicidade com origem exterior à ilha.
Inicialmente, propriedade, direcção, edição e redacção de António Cunha Corrêa, interrompeu a edição com o número 8, em Outubro de 1920, para reaparecer, como II série, em Fevereiro de 1921, propriedade e direcção de Jaime Leal Páscoa e edição de António Joaquim Braga Júnior. Deixou de ser publicado em 1922. Luís M. Arruda
Fonte. Colecção existente na Biblioteca Pública e Arquivo Regional da Horta.
Bibl. Gomes, F. A. N. P. (1997), A ilha das Flores / Da redescoberta à actualidade (Subsídios para a sua História). Lajes das Flores, Câmara Municipal das Lajes das Flores.
