jogada

Arte de pesca com anzol. Segundo Ribeiro (1982: 139), é constituída por uma linha que tem em cada extremidade um anzol, e que ao meio forma uma arça (aguçadura), fechada por uma lâmina de chumbo enrolada (chumbada), a que se prende uma linha de arame, com cerca de dois quilogramas, que serve para levar a jogada ao fundo. Para Fernandes (1984: 26), é construída a partir de uma chumbada à qual são amarrados, directamente ou por um fio de nylon ou arame, 2 estrovos, um maior que o outro, com comprimentos que variam entre 0,15 e 1,0 m (maior) e entre 0,1 e 0,8 m (menor), com um anzol empatado em cada. A chumbada é amarrada por um tornel e um arame ou fio de nylon que a liga ao barco. Acima da chumbada podem ser amarrados mais 3 a 8 estrovos com comprimentos entre 0,1 m e 0,5 m.

Usa anzóis com os números 2 a 9, 586 e 587 e é iscada com goraz, chicharro, carapau, lula, cavala, peixão, minhoca, camarão e caranguejo miúdo. Os anzóis maiores pescam, principalmente, abrótea, congro, moreia e cherne. Os anzóis menores pescam cântaro, peixão, boca negra, bodião, besugo, garoupa e encharéu.

Desce a profundidades entre 30 e 300 braças e é governada, manualmente, a partir de barcos de pesca de qualquer tamanho. Luís M. Arruda

Bibl. Fernandes, L. M. R. (1984), Artes de pesca artesanal nos Açores. Horta, Secretaria Regional de Agricultura e Pescas. Ribeiro, L. S. (1982), Notas sobre a pesca e os pescadores na ilha Terceira. In Obras – I Etnografia açoriana. Angra do Heroísmo, Secretaria Regional da Educação e Cultura: 135-157.