João (D.)

[N. ?, 1456/57 – m. ?, 1472?] Filho primogénito do Infante D. Fernando e de D. Beatriz, herdou o governo da casa ducal de Viseu-Beja e do senhorio da Covilhã por morte do pai, em 1470, mas, pelo facto de ser menor, ficou sob tutela de sua mãe, a Infanta D. Beatriz. Devido à sua morte precoce, a casa senhorial passou para a posse do irmão, também menor, D. Diogo. Durante o curto período de tempo em que D. João foi duque de Viseu-Beja e donatário dos Açores, ainda que sob tutela materna, assinalamos, em 1471, a nomeação do capelão Estevão Vaz para vigário de S. Miguel por solicitação dos moradores na ilha, considerando a evidente necessidade de assistência religiosa, o que evidencia um estádio de ocupação rudimentar (Arquivo dos Açores, 1981: 9-10). Em 1472, ano do óbito do jovem D. João, os indícios disponíveis sugerem estarmos já numa fase de emergência da vida municipal micaelense, reflexo de um crescimento demográfico e do consequente desenvolvimento socioeconómico. Ainda de registar neste curto espaço de tempo é a ocorrência da morte de Jácome de Bruges, primeiro capitão da Terceira, entre 1470 e 1472, em circunstâncias ainda por explicar. José Damião Rodrigues

Bibl. Arquivo dos Açores (1981). Reprodução fac-similada da edição original, Ponta Delgada, Universidade dos Açores, III. Arruda, M. M. V. (1977), Colecção de documentos relativos ao descobrimento e povoamento dos Açores. 2ª ed., Ponta Delgada, Instituto Cultural de Ponta Delgada. Frutuoso, G. (1977), Livro Quarto das Saudades da Terra. 2ª ed., Ponta Delgada, Instituto Cultural de Ponta Delgada, I. Maldonado, M. L. (1989), Fenix Angrence. Transcrição e notas de Helder Fernando Parreira de Sousa Lima, Angra do Heroísmo, Instituto Histórico da Ilha Terceira, 1.