Isabela

Que também aparece grafada Izabella, frequentemente pronunciada Isabel, pelo menos nas ilhas do Faial e do Pico (cf. Coelho, 1962), é a variedade, com aquele nome, da videira americana Vitis labrusca, que havia sido trazida para S. Miguel pelo marquês de Praia e Monforte, no Inverno de 1853-1854, incluída numa colecção de plantas exóticas adquirida em Paris, e posteriormente divulgada por ser resistente às pragas («*míldio» e «*oídio») que na segunda metade do século XIX atacaram e destruíram os vinhedos. Produtora directa de grande quantidade de vinho, chamado «de cheiro», dado o intenso aroma das suas uvas, mas de qualidade inferior, tem servido, frequentemente, de porta-enxerto de outras castas, nomeadamente a verdelho e a terrantês. Luís M. Arruda

Bibl. Coelho, M. A. (1962), Vocabulário regional das Ilhas do Faial e Pico. Boletim do Núcleo Cultural da Horta, 3, 1: 55-139. Costa, F. C. (1959), Faial ao longo de cinco séculos. Boletim do Núcleo Cultural da Horta, 2, 1: 60. Duarte, T. (2001), O Vinho do Pico. S.l., Ed. do Autor. Gomes, A. (1992), A Alma da Nossa Gente. [Angra do Heroísmo], Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Macedo, A. L. S. (1871), História das quatro ilhas que formam o districto da Horta. Horta, Typ. de L. P. da Silva Correa, 2: 213-214. Ribeiro, M. S. (1951), A ilha do Pico sob o ponto de vista vitivinícola. Boletim da Comissão Reguladora dos Cereais do Arquipélago dos Açores, 14: 45-58.