írio

Nome vulgar usado para referir a espécie de peixe marinho Seriola dumerili (Carangidae), segundo ICN, 1993; Martins (1981) e Santos et al. (1997), também conhecida por lírio, segundo Collins (1954), ICN (1993), Martins (1981), Sampaio (1904) e Santos et al. (1997) e iro (pela síncope do segundo i em írio), pelo menos nalgumas regiões da ilha das Flores, segundo Barcelos (2001), e por *eiró, segundo Collins (1954), nome vulgarmente atribuído à espécie ictiológica migradora anfibiótica, catádroma, Anguilla anguilla (Anguillidae), tratando-se certamente de erro deste autor. Segundo Smith-Vaniz (1986), os indivíduos desta espécie têm a extremidade da maxila superior larga; segunda barbatana dorsal com 7 espinhos (que, nos indivíduos de dimensões maiores, podem estar completamente incluídos na musculatura), seguidos de mais 1 espinho e 29 a 35 raios e segunda barbatana anal com 2 espinhos (reduzidos ou incluídos na musculatura nos indivíduos de dimensões maiores), seguidos de mais 1 espinho e 18 a 22 raios; base da parte mole da barbatana anal de comprimento distintamente menor do que a base da barbatana dorsal; margem anterior do primeiro pterigióforo da barbatana anal moderadamente côncavo; linha lateral sem escudos. Adultos, geralmente, de cor azul ou olivácea, dorsalmente, e de cor prateada a branca, algumas vezes de tom acastanhado ou branco a rosado, lateral e ventralmente.

Pelágica e epipelágica, ocorre muitas vezes próximo de rochedos ou ao largo, a maiores profundidades, em buracos ou afundimentos, geralmente em cardumes de tamanho pequeno ou moderado, mas muitas vezes os indivíduos ocorrem isoladamente.

A sua distribuição não é bem conhecida devido a anterior confusão com S. carpenteri, mas ocorre no Mediterrâneo e no Atlântico até ao Golfo da Biscaia. Está registada para os Açores por Hilgendorf (1888).

Espécie procurada pelos pescadores desportivos, pode atingir cerca de 1,90 m de comprimento total e 80 kg de peso. Luís M. Arruda

Bibl. Barcelos, J. (2001), Falas da ilha das Flores, Vocabulário regional. S.l., ed. do autor. Collins, B. L. (1954), Lista dos peixes dos mares dos Açores. Açoreana, 5, 2: 103-142. Hilgendorf, F. M. (1888), Die Fische der Azoren In Simroth, H. (ed.), Zur Kenntniss der Azorenfauna. Archiv für Naturgeschichte, 1, 3: 179-234. Instituto da Conservação da Natureza (1993), Livro vermelho dos vertebrados de Portugal, vol. III: Peixes marinhos e estuarinos. Lisboa, ICN. Martins, H. R. (1981), Nomenclatura de peixes de valor comercial dos Açores. Açoreana, 6, 2: 127-129. Sampaio, A. S., (1904), Memória sobre a ilha Terceira. Peixes. Angra do Heroísmo, Imp. Municipal: 129-136. Santos, R. S., Porteiro, F. M. e Barreiros, J. P. (1997), Marine Fishes of the Azores: An annoted checklist and bibliography. Arquipélago (Life and Marine Sciences), Supplement 1. Smith-Vaniz, W. F. (1986), Carangidae In Whitehead, P. J. P., Bauchot, M.-L., Hureau, J.-C., Nielsen, J. e Tortonese, E. (eds.), Fishes of the North-eastern Atlantic and the Mediterranean. Paris, UNESCO: 815-844.