Insulana
Revista do Instituto Cultural de Ponta Delgada, com início em 1944 e com continuação no presente. Com mais de 50 volumes editados, recebeu apoios da Junta Geral do Distrito e mais recentemente do governo regional. A periodicidade foi muito irregular: trimestral, semestral, anual e bianual. A direcção da revista era assumida pelos dirigentes do próprio Instituto, mas nos últimos anos José Paim de Bruges da Silveira Estrela Rego passou a dirigi-la. Até aos anos 80 manteve o formato inicial, alterando-se então para uma paginação mais apelativa. O seu conteúdo é muito variado bem como a colaboração que ultrapassou as várias gerações da intelectualidade micaelense e se alargou a outras ilhas e ao continente. Nos seus volumes encontram-se ensaios literários e filosóficos, poesia, estudos históricos variados, um pequeno dicionário de músicos açorianos, abordagens a vários temas de carácter etnográfico (folclore, trajos, adagiário) e elementos para a história da Igreja. Embora com menor frequência inseriu alguns temas de carácter económico e politico-administrativo. Vários dos seus volumes prestam homenagem a açorianos que se destacaram em várias áreas, por altura dos centenários do nascimento ou da morte. A secção denominada «Vária» contém informação pormenorizada pouco vulgar noutras publicações; a de «Mortos Ilustres» fornece elementos biográficos importantes; a da «Vida Instituto» permite uma análise das actividades desenvolvidas ao longo da sua existência; finalmente, a secção «Bibliografia» destaca vários livros que foram sendo dados à estampa. Carlos Enes
