Imparcial (O)

1 Jornal, semanal, que começou a ser editado na cidade da Horta, em 9 de Agosto de 1876. Foi publicado pelo menos até ao número 7 de 29 de Outubro do mesmo ano. Era impresso na tipografia do jornal A Verdade, rua da Misericórdia, 33, loja. Formato 31,8 cm x 22,9 cm, 2 páginas, 3 colunas, com editorial e anúncios judiciais.

Luís M. Arruda

 

2 Jornal que começou a ser editado na vila da Calheta, ilha de S. Jorge, em 1 de Janeiro de 1915. Inicialmente quinzenário, passou a ser publicado nos dias 5, 15 e 25 de cada mês, desde 5 de Junho de 1915. Alexandre Leite da Gama foi seu primeiro director e proprietário, José Urbano de Andrade primeiro editor e Joaquim Roda primeiro administrador. Composição, impressão e administração funcionavam na rua Dr. Miguel Teixeira. José Urbano de Andrade passou a director, proprietário e editor quando passou a ser publicado três vezes por mês. A composição continuou a ser feita na rua Dr. Miguel Teixeira mas a redacção mudou para o Jardim da República. Terminou com o número 59, em 21 de Novembro de 1916.

O editorial do número 1, O Nosso jornal, começa: «O titulo d’este periodico é por si só todo um programa.

«Programa de dificil execução e de não pequena responsabilidade.

«Conseguirêmos cumpri-lo?

«O futuro o dirá».

Formato 38,8 cm x 27,6 cm, 4 páginas, 4 colunas, inclui editorial, artigos de opinião, telegramas, noticiário local e do exterior, nomeadamente da I Guerra Mundial, e anúncios oficiais.

Luís M. Arruda

 

3 Jornal semanário publicado em Sacramento, Califórnia, entre 1913 e 1930, e depois em Alameda de 1930 a 1932. Embora O Imparcial seja um dos jornais de língua portuguesa mais duradoiros e mais antigos na Califórnia, apenas algumas cópias têm sobrevivido para obstar a análise dos seus conteúdos. Foi fundado e editado durante grande parte da sua existência, por Manuel B. Quaresma (1867?-1929), natural da ilha do Pico, Açores. É incerto quando Quaresma emigrou. Parece ter-se estabelecido, primeiro, na missão S. José (agora Fremont) nos fins dos anos 1880. Em 1889, foi um dos fundadores da Irmandade do Divino Espírito Santo, uma confraria católica. Ainda naqueles anos, tornou-se co-proprietário e editor do *Amigo dos Catholicos. Parece ter terminado a sua associação àquela publicação em 1896 e posteriormente, em data incerta, deslocou-se para Sacramento, quando começou O Imparcial, em 1913. Após a sua morte, este jornal foi adquirido pelos proprietários do *Colónia Portuguesa e transferido para Alameda, onde foi editado por Alfredo Dias da Silva (1883-1965), também natural do Pico. Em 1932, O Imparcial fundiu-se com o Colónia Portuguesa e o *Jornal de Notícias para se tornar o *Jornal Português. Silva posteriormente fundou e editou o Progresso, em Sacramento, de 1933 a 1940.

As circunstâncias em que Quaresma morreu em 1929, geraram controvérsia considerável em Sacramento, dando lugar a títulos na página principal e a editoriais na imprensa local. Encontrado inconsciente na rua de madrugada, a polícia assumiu que ele estava intoxicado. Foi posto sob custódia e na cela, com bêbados comuns, tossia de modo bastante áspero. Algum tempo depois foi concluído que ele não estava embriagado mas que, em vez disso, tinha sofrido um ataque de coração durante o seu percurso para a estação de caminho-de-ferro. Finalmente transportado para o hospital, morreu, e foi larga e justificadamente assumido que o atraso na prestação de cuidados médicos tinha contribuído para a sua morte. Segundo um inquérito oficial, foram suspensos três polícias por falta de cumprimento do dever.

Geoffrey Gomes [Trad. Luís M. Arruda]

 

Fonte. 1 O Imparcial (1876), Horta, N.º 7, 20 de Novembro [Biblioteca Pública e Arquivo Regional da Horta] 2 Colecção existente na Biblioteca Municipal de Velas.

 

Bibl. 2 Imprensa periodica nos Açores (1982), Arquivo dos Açores. Ponta Delgada, Universidade dos Açores, 8: 537. Ribeiro, J. R. (1985), História dos Jornais Editados em S. Jorge. Braga, Ed. do Autor.