Ilha das Flores (A)

Jornal com o subtítulo Folha dedicada aos interesses desta ilha, começou a ser editado na vila de Santa Cruz, ilha das Flores, em 10 de Janeiro de 1891 e era distribuído nos dias 10, 20 e 30 de cada mês. Propunha-se tratar de políticas, mas de «política que beneficie, de política que tenha por fim melhorar o meio em que vivemos, de política genuinamente florentina para ver se lá fora principiam a não esquecer-se de nós».

Semanário, inicialmente, passou a bimensal, com edições nos dias 10 e 20, após ter interrompido a edição entre finais de 1891, com o número 49, e Agosto do ano seguinte, e, posteriormente, em Janeiro de 1893, a trimensário, com edições nos dias 10, 20 e 30.

Foi uma iniciativa de Guilherme da Silva Henriques, Francisco Rodrigues Armas (proprietário e editor-responsável) e Fernando Jacinto de Mendonça. Após o primeiro período de interrupção editorial, Guilherme Henriques aparece como único responsável pelo jornal, mas viria a ser substituído por José Pedro da Costa, em Abril de 1893, como editor. Em 1897 a edição passou a ser de José Augusto César. Antes havia sido registada nova interrupção editorial, em 1895-1896. Outra interrupção fora registada em 1898-1899. O jornal foi publicado pelo menos até 20 de Outubro de 1887 (número 159, ano VII).

James Mackay Júnior foi administrador em 1893 e, posteriormente, em 1899, também proprietário.

Formato variável. Inclui, principalmente, questões locais e regionais. Entre as primeiras incluem-se a distribuição de fundos pelos municípios, a tributação de certos produtos importados e o cabo submarino projectado para ligar a ilha das Flores ao continente Americano. Das segundas, sobressaem aquelas relacionadas com a autonomia insular e a transcrição dos folhetos «A independência açoriana e seu fundamento» e «Questões açorianas». Inclui também publicidade, pouca, geralmente anúncios judiciais, do comércio e de particulares locais e de editoras e livrarias de Lisboa e do Porto.

Teve instalações na rua do Porto, onde era impresso na Typ. Minerva Florentina, primeiro, e na rua de Santa Catarina, onde era impresso numa tipografia com este nome, depois. Luís M. Arruda

Fonte. Colecção, incompleta, existente na Biblioteca Pública e Arquivo Regional da Horta.

 

Bibl. Gomes, F. A. N. P. (1997), A ilha das Flores / Da redescoberta à actualidade (Subsídios para a sua História). Lajes das Flores, Câmara Municipal das Lajes das Flores.