Guimarães, António Augusto de Oliveira
[N. Lamego, 8.8.1856 m. Espinho, 23.6.1935] Assentou praça como voluntário no Regimento de Infantaria n.o 8, em 1875, habilitado com o curso da arma de infantaria, foi sucessivamente promovido a alferes, em 1882; tenente, em 1884; capitão, em 1891; major, em 1902; tenente-coronel, em 1907; coronel, em 1910, e general, em 1915.
Como coronel comandou o Regimento de Infantaria n.o 32, sediado em Penafiel, foi inspector da sua arma, na 7.a Divisão e serviu no Estado Maior. Promovido a general foi nomeado comandante da 7.a divisão, em Tomar, tendo-se dado um incidente entre ele e o ministro da Guerra, Norton de Matos, por aquele ter declarado haver no seu comando divergências políticas entre subordinados seus. O ministro, depois de uma troca de despachos acabou por o exonerar do comando da 7.a Divisão em 1.12.1915, por entender que o general não tinha as qualidades necessárias para o cargo.
Apesar disso, no ano seguinte, a 18.3.1916, foi nomeado comandante militar dos Açores, numa época difícil para o exército e se bem que esta nomeação, para um comando inferior ao da 7.a Divisão, possa ser considerada um castigo, acabou por ser louvado pela proficiência com que desempenhou o lugar de Director do Depósito de Prisioneiros no Castelo de Angra, onde se concentraram os súbditos alemães. Foi exonerado do Comando Militar dos Açores pelo decreto de 3.2.1917.
Ainda comandou, no continente, a 6.a Divisão, em 1917, e de novo a 7.a Divisão, em 1919, passando à reserva em 1922 e sendo reformado, por limite de idade, em 1926.
Foi condecorado com a medalha militar de comportamento exemplar, prata em 1890, e ouro em 1918 e com a Ordem de S. Bento de Avis, cavaleiro, em 1895; oficial em 1903; grande oficial, em 1919; e grã-cruz, me 1928. J. G. Reis Leite
Bibl. Arquivo Histórico Militar (Lisboa), cx. 2291. Resendes, S. (2002), «O depósito de concentrados alemães na Ilha Terceira. as memórias de uma reclusão forçada». Insulana, LVIII: 67-150.
