Guerreiro, António José Garcia
[N. Lagoa, Algarve, 21.5.1866 m. Lisboa, 30.9.1928] Alistou-se como voluntário no Regimento de Infantaria 15, em 1880, e fez o curso da arma de artilharia no Colégio Militar (1885), sendo sucessivamente promovido a tenente, em 1889, com o curso do Estado Maior; capitão, em 1890, para o Estado Maior; major, em 1899, também do Estado Maior; tenente-coronel, em 1906; coronel, em 1912 e general de brigada, em 1920.
Foi lente da Escola do Exército, oficial às ordens dos reis D. Carlos (1894) e D. Manuel II (1908). Continuou a sua carreira depois da implantação da República e distinguiu-se na tarefa de organizar o exército para a participação na guerra e no fim desta para o regular regresso do mesmo à normalidade, pelo que recebeu louvores. Ocupou o lugar de subdirector dos Serviços do Exército, em 1915.
Comandou o Regimento de Infantaria 33, como coronel, e foi Quartel Mestre General, em 1920. Deixou o seu nome ligado ao Arquivo Histórico Militar, que dirigiu e como Presidente da Comissão de História Militar, em 1923, sendo louvado por isso.
Foi eleito deputado na agonia do regime monárquico e nas circunstâncias especiais do fim do rotativismo, como militante dos progressistas, pelo círculo da Horta, nas eleições de 1906 (2.a), 1908 e 1910. Foi um deputado de conveniência partidária central e não tinha qualquer ligação especial ao seu círculo.
Recebeu ao longo da carreira as seguintes condecorações: cavaleiro (1896), oficial (1901), comendador (1905) e grã-cruz (1919) da Ordem de Avis; comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição, em 1908; e de Cristo, em 1919; medalhas de prata e ouro (1910) de comportamento exemplar e de prata militar da classe de bons serviços (1922); além de várias condecorações estrangeiras. J. G. Reis Leite
Bibl. Arquivo Histórico Militar (Lisboa), cx. 1678. Leite, J. G. R. (1995), Política e administração nos Açores 1890-1910. O 1.o movimento autonomista. Ponta Delgada, Jornal de Cultura: 194-225. Rodrigues, V. L. G. (1983), As eleições de 1908 e 1910 nos Açores contributo para o seu estudo In Arquipélago, número especial: 389-392.
