Guerra, Olga Alves
[N. Horta, 18.5.1893 m. Ajuda, Lisboa, 15.7.1974] Dramaturga. Autora de contos e novelas, publicados em jornais e revistas, nomeadamente no Diário de Lisboa e na Civilização. As suas obras são marcadas pela realidade da sociedade humana, tratando a sua problemática com arrojo e crueza. Distinguiu-se no teatro quando se estreou, em 1940, em Lisboa, no Teatro Nacional D. Maria II, com a peça Tempos Modernos, muito bem recebida pela crítica, e pela qual lhe foi atribuído o prémio «Gil Vicente», do Secretariado da Propaganda Nacional. Em 1943, estreou a peça Desaparecido, no Teatro Ginásio, em Lisboa, que não mereceu elogio da crítica, e que a Companhia de Teatro Popular, também de Lisboa, haveria de repor em 1968. Voltou ao Teatro D. Maria II, em 1945, com a peça Vidas sem Rumo, também bem recebida entre os críticos. Em Maio de 1956, por ocasião do centenário do Teatro Faialense, subiu àquele palco a peça em 3 actos Rapariga do Bar (1950), reposta em 1963, no Teatro Trindade, em Lisboa.
Era filha de Rodrigo Alves *Guerra. Luís M. Arruda
Outras obras. (1947), A Senhora Doutora [peça em 4 actos]. Lisboa, s.e.. (1956) Noite de Máscaras. Lisboa, ed. do autor. Um dia que passou (1929), Ibidem, 1 de Janeiro. O cinema na Aldeia (1929). Ibidem, 25 de Agosto. Viver ... (1930), Ibidem, 19 de Fevereiro. Frágil barro (1931). Notícias Teatral, 2 de Outubro. A comédia do amor (1931). Ibidem, 25 de Dezembro. Uma mulher (1932). Ibidem, 17 de Abril. Inéditas: O passado, Fred e a multidão; A Comédia do Cinema.
Fonte. Registo de Baptismos, Matriz Horta, 1893, assento 42, Biblioteca Pública e Arquivo Regional da Horta
Bibl. Cruz, D. I (1969), Introdução ao teatro português do século XX (seguido de uma antologia) Lisboa, Espiral: 72. Id. (1983), Introdução à história do teatro português. Lisboa, Guimarães Editores: 190. Ginásio O desaparecido (1943). Gazeta dos Caminhos de Ferro, Lisboa, 1 de Fevereiro. Goulart, A. (1948), A «Senhora Doutora». O Telégrafo, Horta, n.o 14.485, 22 de Fevereiro: 1-2. Graça, F. L. (1943), Teatro do Ginásio. O desaparecido de Olga Alves Guerra. Lisboa, Seara Nova, 30 de Janeiro. Lima, M. (1922), Famílias Faialenses. Horta, Tip. «Minerva Insulana». O Desaparecido Teatro do Ginásio (1943). Lisboa, A Alma Nacional, 30 de Janeiro. Vidas sem rumo, no Nacional (1945). Diário de Lisboa, 9 de Maio.
