Goulart, Amílcar
[N. Matriz, Horta, 26.11.1910 m. Ibidem, 4.11.1994] Actor-amador, dramaturgo e romancista policial. Estudou na Horta onde fez o curso da Escola do Magistério Primário. Seguiu a carreira da administração pública, reformando-se na Direcção-Geral de Administração Política e Civil do Ministério do Interior.
Foi membro fundador do extinto «Núcleo Cultural Manuel de Arriaga», na Horta, e director artístico do «Grupo Dramático Faialense».
Como actor-amador, debutou em 1931, no papel de D. Beltrão de Figueiroa, na peça do mesmo nome de Júlio Dantas. Desde então actuou em muitas dezenas de espectáculos, saraus e récitas. Actuou no filme de amadores Margarida amor fiel como realizador, intérprete, autor da planificação e adaptador do argumento extraído de um conto de Florêncio Terra. O filme de longa metragem, rodado no Faial, O milhafre e a avezinha é baseado num original seu que planificou para o cinema. Também foi encenador.
Como dramaturgo escreveu peças de teatro, todas representadas nos Açores, algumas no continente e em Nova Inglaterra (Estados Unidos da América), e peças de teatro radiofónico, transmitidas pelo Rádio Clube de Angra; Clube Asas do Atlântico e Rádio Difusão Portuguesa Açores, e um folhetim.
Como romancista publicou obras do género policial, tendo uma delas (O enigma do Buda de Marfim) alcançado duas edições da Livraria Clássica Editora, em Lisboa. por razões editoriais algumas obras aparecem com os pseudónimos Art G. Oul e Anthony Schaer, dos quais o primeiro é uma alteração da grafia de Goulart.
Deixou colaboração dispersa em vários jornais, revista e almanaques açorianos, nomeadamente, Correio da Horta, O Telégrafo, Feminino, Ilha Azul, Boa Nova, Correio dos Açores, Almanaque Popular, Almanaque Micaelense, Açores-Madeira e Revista de Leitura. Luís M. Arruda
Obra: Teatro: (1934) Os homens não são de fiar... (2 actos). (1936) Perdoar! (3 actos). (1938), O crime de Jessie Brown (3 actos). (1939), Romão e Juliana (1 acto). (1942), Corações e espadas (4 actos). (1947), Eternamente (3 actos). (1948), Ameaça na sombra (3 actos). (1949), O milhafre e a avezinha (3 actos). (1949), Clube Variedades (1 acto). (1951) Vou casar com meu marido (3 actos). (1977), Os invasores (3 actos).
Teatro radiofónico: Lua sem mel; Prenda de Natal; Prenda do Ano Bom; Terra sem lei (folhetim).
Romance policial: (1942), O enigma do Buda de Marfim. Lisboa, Livraria Clássica Editora (2.a edição em 1947). (1958), O Solar da Angústia. Lisboa, Agência Portuguesa de Revistas [Anthony Schaer]. (1958), O esqueleto dos dentes de oiro. Lisboa, Agência Portuguesa de Revistas. (1961), O enigma do punhal egípcio. Lisboa, Agência Portuguesa de Revistas. (1962), O enigma do grego fugitivo. Lisboa, Agência Portuguesa de Revistas. (1963), O enigma do papagaio azul. Lisboa. Agência Portuguesa de Revistas [Art G. Oul]. (1963), O enigma da garra adunca. Lisboa, Agência Portuguesa de Revistas. (1963), O dossier secreto. Lisboa, Agência Portuguesa de Revistas. (1963), O enigma da espada de Dámocles. Lisboa, Agência Portuguesa de Revistas. (1980), Crime na Ilha Azul. S.l., Tip. de O Telégrafo. (1992), Crime na ilha Verde. Horta, Câmara Municipal. (s.d.), O enigma do terceiro homem. Horta, Câmara Municipal [Art G. Oul].
Bibl. Amílcar Goulart (1953). Revista Açores-Madeira: 23. Gomes, A. (1986), Amilcar Goulart. Ilha Terceira, 83, Agosto. Ferreira, M. (1969), Actividade literária de Amílcar Goulart realçada na imprensa micaelense. O Telégrafo, Horta, n.o 20.983, 4 de Outubro.
