Gonçalves, Gaspar (Doutor)
[século XVI] Licenciado em Medicina e morador na Ribeira Grande. Dele afirmou Gaspar Frutuoso (1977, I: 345) que era «de tanto nome e fama na medicina (além de outras muitas graças e perfeições de que Deus o dotou), que quando o chamam para curar algum enfermo, se diz comummente que chamam a saúde». Casou com Maria Correia Drumond, filha de Diogo Gonçalves Correia e Isabel Ferreira. Segundo Gaspar Frutuoso, a 22 de Maio de 1553, quando o Dr. Gaspar Gonçalves foi às Furnas, encontrou pedra-hume e tratou de dar início ao seu aproveitamento. Julgando ter encontrado salitre, entregou o fruto da sua descoberta a um bombardeiro flamengo, que realizou experiências em casa do médico, confirmando que não se tratava de salitre. Depois, Gaspar Gonçalves entregou a pedra-hume a um surrador, para a testar em peles, o que este fez com sucesso (Frutuoso, 1987, III: 91). Ainda em 1553, o Dr. Gaspar Gonçalves partiu para Salamanca, onde permaneceu vários anos, regressando depois a São Miguel. Aqui, colaborou com João de Torres na exploração da pedra-hume. Em 1569, o Dr. Gaspar Gonçalves residia na vila da Ribeira Grande. José Damião Rodrigues
Bibl. Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada (BPARPD), Colecção Ernesto do Canto (CEC), Manuscritos (Mss), 133-A. Frutuoso, G. (1977-1987), Livro Quarto das Saudades da Terra. 2.a ed., Ponta Delgada, Instituto Cultural de Ponta Delgada, 3 vols.
