Giraldes, Fernando Afonso

 [N. Lisboa, 10.4.1770 – m. Praia de Mira, 2.11.1835] De uma família da nobreza nacional, filho do Dr. Bartolomeu José Nunes Cordeiro Geraldes de Andrade e de D. Inês de Vera Borba e Meneses. Usou como nome completo, Fernando Afonso G. de Andrade Borba e Meneses, era senhor donatário da vila de Medelim e alcaide-mor de Monsanto. Agraciado com o hábito de Cristo por carta de 9 de Novembro de 1798, sendo comendador de S. Miguel das Furnas da mesma Ordem. Seu filho foi o 1.o visconde, 1.o conde e 1.o marquês da Graciosa.

Bacharel em Leis pela Universidade de Coimbra seguiu a magistratura com a seguinte carreira: deputado da Mesa da Consciência e Ordens, desembargador da Relação do Porto (1798), desembargador da Casa da Suplicação (1804), desembargador dos Agravos (1813), governador das Justiças do Porto (1823). Na cidade do Porto pertenceu à Maçonaria sendo perseguido politicamente e fixando-se-lhe residência na ilha de Santa Maria dos Açores.

Foi eleito deputado pela Província dos Açores em Fevereiro de 1827, nas primeiras eleições cartistas, mas não compareceu nas cortes por dar parte de doente. J. G. Reis Leite

Bibl. Castro, Z. O. (dir) (2002), Dicionário do Vintismo e do primeiro Cartimo. Lisboa, Assembleia da República/Afrontamento: 716. Guerra, L. B. (1965), A casa da Graciosa. Lisboa, Museu da Graciosa: 179. Leite, J. G. R. (1999), «As primeiras eleições cartistas nos Açores em 1826» In Arquipélago, (2), III: 325-380.