ginja-do-mato
Nome pelo qual são conhecidas as plantas da família Rosaceae pertencentes à espécie Prunus lusitanica subsp. azorica (Direcção Regional do Ambiente, s.d.; Palhinha, 1966; Schäfer, 2002; Sjögren, 2001), também conhecida por ginjeira-brava (Palhinha, 1966; Schäfer, 2002; Sjögren, 2001) e ginja (Palhinha, 1966; Schäfer, 2002).
Árvore baixa ou arbusto, raramente ultrapassando os 4 m de altura; folhas com 4,5-6,5 cm de largura, simples, ovado-elípticas, verde escuro e glabras, até 12x6 cm, acuminadas, regularmente crenadas; flores brancas, em cachos pedunculados com até 20 cm de longo, 20-30-floros; drupa preta, ovóide, muito mais comprida do que o pedicelo; perene, floração de Maio a Julho (Direcção Regional do Ambiente, s.d.; Franco, 1971; Schäfer, 2002; Sjögren, 2001).
Subespécie endémica dos Açores, para onde foi registada por Drouët (1866), encontra-se nas ilhas de S. Miguel, S. Jorge, Terceira, Pico e Faial, sempre acima dos 500 m de altitude, preferencialmente em crateras e ravinas profundas e estreitas ou zonas tipicamente desenvolvidas e imperturbadas da floresta de louro e cedro. Apenas alguns, muito poucos, indivíduos dispersos foram observados recentemente, e apenas na ilha de S. Miguel e Pico (Direcção Regional do Ambiente, s.d.; Sjögren, 2001).
É uma árvore de crescimento muito lento. Pode ser considerada uma das 10 plantas mais raras dos Açores. A ginja-do-mato está fortemente ameaçada e corre o risco de extinção (Sjögren, 2001). Encontra-se protegida por lei. Luís M. Arruda
Bibl. Drouët, H. (1866), Catalogue de la flore des îles Açores. Paris, Baillière et Fils.. Direcção Regional do Ambiente (s.d.), Fichas de plantas vasculares dos Açores. [Horta]. Franco, J. A. (1971), Nova Flora de Portugal. Lisboa, Sociedade Astória, I: 297. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das plantas vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves. Schäfer, H. (2002), Flora of the
