genoveses (os) e os Açores

Dos Descobrimentos ao início de Oitocentos, nacionais de Génova escolheram ilhas dos Açores, sobretudo Terceira, Graciosa e S. Miguel, para fixar residência e deixar descendência, sendo o apelido «Spínola» o que mais resistiu aos séculos, até ao XXI.

Ao longo do século XIII, o leme do tráfego marítimo entre Europa Meridional e Setentrional foi passando pelas mãos dos capitães genoveses, que desde a década de 1270 ligaram regularmente Portugal à sua própria rede de fondaci (armazéns, feitorias). Navegadores e mercadores da Soberba República de Génova estabeleceram-se na Península, desde a Catalunha até Sevilha e Lisboa e, após o seu descobrimento, nas Ilhas Atlânticas. «Genoveses eran los maestros de construccion (…), Genoveses los naocheros, Genovesas algunas de las tripulaciones, todo era genovês, y de Génova, aunque naturalizado en el reyno, era por ultimo el almirante de la armada», escreveu um historiador da marinha castelhana na Idade Média. Também o rei D. Dinis, em 1317, escolheu um genovês só aparentemente obscuro, Emanuele Pessagno (Manuel Pessanha), para o cargo de Almirante de Portugal. No pormenorizado mapa turco de Piri Reis (1513), que contem muitas referências aos navegadores portugueses, uma anotação sobreposta ao Arquipélago dos Açores diz que «…um kuke (cocca, tipo de barco, n.d.t.) genovês, proveniente das Flandres, foi colhido por uma tempestade. Empurrado pela tempestade chegou a estas ilhas e desta forma elas foram descobertas». Terá sido esta a razão da contratação do Pessanha? Uma cláusula do acto de nomeação hereditário de 1317 é importante para os Açores, vinculando o almirante e seus descendentes a terem sempre prontos 20 capitães ou pilotos genoveses, homens sabedores de mar e capazes de comandar uma galera. Realmente, foi na segunda metade do século XIV, durante o descontínuo almirantado de Lanzarote Pessanha e a insólita existência de um segundo almirante genovês em Portugal, o Lanzarotto Malocello das Canárias Portuguesas, que se produziu a grande extensão de conhecimentos sobre as ilhas de li conigi, coruj marinj, sanzorzo e outras possíveis Ilhas dos Açores, evidentes a partir do Atlas Catalão de 1375. Nessa obra do judeu maiorquino A. Cresques, a nomenclatura das ilhas vem em italiano, aparecendo o topónimo San Zorzo (S. Jorge). O culto de S. Jorge já existia em Portugal no século XII e também os cruzados ingleses contribuíram para a sua difusão. Todavia, a peculiar forma linguística lembra-nos, mais claramente, o Protector de Génova e do seu conhecido Banco e, sem esquecer a anotação de Piri Reis, legitimam-se cautelosas suposições sobre uma reconhecimento dos Açores por parte de genoveses em Portugal, às ordens do Pessagno, do Malocello ou do Conde de Barcelos. Os argonautas Genoveses contribuíram de forma imprescindível à criação do «Mediterrâneo Atlântico», tão bem radiografado por Charles Verlinden ou Alberto Vieira. O novo espaço geo-económico abrangia as Canárias, a Madeira e os Açores, ilhas atlânticas colonizadas com a experiência mediterrânea, «importantes como continentes» para a navegação transcontinental. Os Cavalos de Tróia dos arquipélagos lusitanos, que permitiram a sua penetração comercial e afirmação na Europa Moderna, foram o vinho e o açúcar da Madeira, o trigo e o pastel dos Açores. Jovens membros de famílias nobres que se destacaram na Madeira, como as Lomellino (Lomelim, Leomelim, Melim), Spínola (Espínola), Dória, Calvo, Cattaneo (Catanho), Salvago, Imperiale (Imperial) e outras, deixaram rastos plurisseculares na genealogia portuguesa. Os genoveses atingiram um alto grau de miscigenação e reencontraremos os Lomellini – que lideravam as actividades dos compatriotas em Portugal – e os Imperiale também nos Açores, onde as famílias Cassana e Spínola foram mais influentes. Entre os Spínola, apelido de uma das «4 grandíssimas» famílias nobres da Superba, um António foi figura extraordinária de mercador «sem fronteiras», progenitor de todos os Espínolas dos Açores, descendência que se manteve copiosa no arquipélago até ao terceiro milénio. Talvez fosse o mesmo António Espínola que residia na Madeira, naturalizado português por D. João II em 1490. Presume-se que o genovês, que em finais do século XV e início do século XVI estivera em ambos os arquipélagos, fosse uma única pessoa, sendo embora possível a coexistência de um ou mais homónimos no mesmo período. Nos Açores, António apareceu pela primeira vez quando, com o sócio luso-genovês Estêvão Anes, arrendou em 1494-1495 a inteira produção agrícola das ilhas de S. Miguel, Santa Maria, Faial, S. Jorge e Graciosa, obrigando-se a pagar 1.300.000 reais de direitos. Provavelmente o mesmo António Espínola, na Madeira em 1505, é procurador do genovês João Calvo e de dois mercadores nacionais, Diogo Afonso d’Aguiar e Tristão da Cunha, célebre fidalgo navegador, que também de Lisboa, em 1510, o reconfirmaria nas mesmas funções. Em 1506 o Espínola está na Terceira, onde numa compra de terras nas Quatro Ribeiras representa pessoalmente André de Cacena, membro da mais poderosa família genovesa nos Açores. No seguinte ano de 1507, em sociedade com dois mercadores nacionais, António Espínola arrenda a produção sacarina de todos os Açores, sendo novamente referenciado na Madeira desde 1509 até pelo menos 1519. A sua descendência açoriana viria a ter significativa expressão sobretudo na parcela mais pequena do Grupo Central: a mulher Maria da Porta, cujo apelido é dos mais antigos das famílias de Génova, deu a António – entre outros – o filho Pedro Espínola, que fixou residência na Ilha Graciosa, onde casou com Catarina da Veiga. O casal teve três filhos e quatro filhas: o primogénito graciosense Leão (nome do bisavô genovês, pai do avô António) tornou-se fidalgo da Casa Real. Antes de falecer em Angra, Ilha Terceira (1590), Leão Espínola foi, por cinco anos, 2.o capitão-mor e ouvidor da Vila de Santa Cruz, nomeado por D. Álvaro Coutinho II, 6.o capitão titular da Ilha Graciosa. Os irmãos de Leão também desempenharam encargos militares ou administrativos de grande relevância e os filhos das irmãs, embora provenientes de pai ilustre, adoptaram o prestigiado apelido genovês, que se notabilizou também na vizinha Terceira, de onde «se juntaram assim os Espínolas à nobreza de todas as Ilhas». Viveu em Angra, na Ilha Terceira, entre finais de Quatrocentos e o seu falecimento em 1538, o maior mercador genovês de todos os tempos nos Açores, Luca di Cassana (Lucas de Cacena). Membros da família Cassana, abastados mercadores de Génova, passaram à Península Ibérica, às Canárias e aos Açores, onde Lucas construiu na actual Travessa dos Minhas Terras – ao seu tempo Travessa Lucas de Cacena, em Angra, a sua residência e uma sólida casa comercial. A firma, paredes-meias com o edifício da alfândega e logo acima do portinho velho, tinha terrenos e interesses também nas ilhas Graciosa, Pico e S. Jorge, ilha onde ainda hoje o topónimo Cacena designa uma zona de terras. Lucas foi talvez precedido nos Açores pelo irmão mais velho André de Cacena, que obteve o monopólio da exportação do pastel (Isatis tinctoria) da Terceira entre 1490 e 1496 e que serviu-se de António Espínola como procurador. Lucas fundou uma sociedade comercial com outro irmão, Francisco, amigo pessoal de Colombo e residente em Sevilha: a quota açoriana de Lucas atingia «os três quartos mais ou menos» e a casa dedicava-se eminentemente à exportação de pastel para Castela, importando mercadorias, entre as quais o azeite, para a Terceira. Ainda em 1538, ano do testamento e do falecimento de Lucas, dois quintos de todo o pastel da ilha Terceira pertenciam à sua companhia. Lucas de Cacena protagonizou a última busca quatrocentista das «ilhas perdidas», antes da decisiva viagem do compatriota Colombo: foi armador de diversas e infrutíferas expedições de descoberta a oeste dos Açores, conduzidas pelo piloto algarvio de caravelas Vicente Dias, nome recorrente nos Descobrimentos. As viagens Dias/Cassana constituíram para Colombo, a última importante achega para compreender os alísios atlânticos e iniciar a sua odisseia a partir de uma latitude mais meridional. Em 1530, o rei D. João III homologou nos registos heráldicos o brasão de Lucas, que ainda hoje, entre outros vestígios da presença dos Cacena no Grupo Central, figura no fecho da abóbada da antiga capela do Santíssimo Sacramento, na Igreja Matriz de São Sebastião (Terceira). Aprende-se do testamento do genovês que seu secretário particular e contabilista foi um tal Janoto Lomelim (Giannotto Lomellino), membro da referida família genovesa, que vem confirmar-nos a sua presença ao mais alto nível também nos Açores. Não obstante a marcante presença do genovês em Angra, na Idade de Ouro do arquipélago protagonizada sobretudo pela Ilha Terceira, o apelido Cacena não resistiu tão bem às gerações como o Espínola, tendo desaparecido dos bilhetes de identidade açorianos em começos do século XX. O mais famoso entre todos os genoveses, o citado (re)descobridor da América, Cristoforo (Cristóvão) Colombo, casou com Filipa Moniz, filha do 1.o capitão do Porto Santo, o luso-placentino Bartolomeu Perestrelo (Pallastrelli), mas é duvidoso que tenha visitado os Açores antes de 1493. É preciso recordar que Colombo dispunha de um canal privilegiado de informações, sem ter de deslocar-se, porque para além da amizade com os mercadores Cassana, o 1.o capitão da Ilha Graciosa, Pedro Correia da Cunha, era seu cunhado. No entanto, está amplamente confirmada a turbulenta paragem do navegador na Ilha de Santa Maria em Fevereiro de 1493, no regresso da primeira viagem ao Novo Continente: os tripulantes da Niña foram presos pelas autoridades e em seguida libertados, episódio que já teve inúmeras interpretações. Para além dos Espínolas e dos Cacenas, outros apelidos genoveses no povoamento dos Açores foram Scotti (Scotto ou Escoto), Giacomo (Jacome) e Palma, presentes na Terceira, única ilha do arquipélago onde há uma Rua dos Italianos, inscrição que não se refere, porém, só a genoveses. Em São Miguel, dois genoveses distinguiram-se na documentação quinhentista: Agostino Imperiale e Francesco de Mari. Agostinho Imperial, membro da antiga nobreza de Génova e com parentes a viver na Madeira, residia e era mercador em Vila Franca, onde sobreviveu ao terrível abalo de terra de 1522; registou o seu brasão de armas com D. João III em 1529. À volta de 1560 Francisco de Maris, licenciado de origem genovesa, desembarcou em S. Miguel: foi 6.o contador da ilha e ao mesmo tempo juiz do mar, para além de juiz dos resíduos e mais tarde (1567) provedor da Fazenda Real. Uma das suas aventuras micaelenses mais interessantes, com o encargo de feitor da coroa, terá sido a contrastada direcção da mina de extracção e da fábrica de purificação do alúmen, mineral utilizado na indústria das plantas tintureiras. Outros apelidos quinhentistas de origem genovesa em S. Miguel foram Dória, Negro e Usademar (Usodimare). Concluindo, os genoveses nos Açores, na Idade Moderna, preferiram a Terceira em primeiro lugar, Universal Escala do Mar de Poente, depois a limítrofe Graciosa e finalmente a grande São Miguel, ainda geologicamente muito instável; os vestígios são mais nebulosos nas restantes ilhas. Nos séculos XVII e XVIII, antes da extinção da República de Génova, em 1815, com a sua integração no Reino de Sabóia, outros genoveses fizeram dos Açores a sua «Terra Prometida», contribuindo para a caracterização do «gene genovês» no ADN do povo açoriano. A família de origem genovesa mais importante dos últimos séculos é sem dúvida a ilustre Monjardino (Mongiardino), apelido de origem toponímica, cujos membros se têm notabilizado ao mais alto nível em várias áreas, desde a ciência até à cultura, às artes e à política. Pierluigi Bragaglia

Fontes. Biblioteca Pública e Arquivo Distrital (Ponta Delgada), Manuscriptos, vol. I, fl. 14.

 

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