Gazeta de Notícias
Jornal fundado em Angra do Heroísmo, com início a 14 de Janeiro de 1885, por António Miguel da Silveira *Moniz, também seu proprietário e redactor e como editor Manuel Inácio Spínola e que perdurou até 1902. Foi impresso primeiramente na Tipografia Amor do Trabalho, na rua de Jesus n.º 10, e depois na Tipografia de Manuel de Sousa Ribeiro, na rua Direita. Formato de 42 cm (com excepção dos anos de 1894 e 1895) que é de folha pequena, em 4 páginas a 4 colunas. Entre 1885 e 1894 foi um semanário, passando nesse ano a diário da tarde, mantendo-se assim até ao final da publicação em 1902.
Foi sempre um jornal de inspiração republicana, mas nunca como órgão do Partido Republicano, antes como propagandeador das grandes virtudes cívicas do republicanismo. No editorial do seu primeiro número declara-se ao lado dos que trabalham pelo progresso, nas honrosas lides da imprensa, destinando-se exclusivamente à publicação de anúncios e notícias não se enfeudando a nenhuma das facções políticas. Afirma que o «seu partido é do povo, a sua causa é a da pátria» a sua «bandeira: Ordem; Moralidade; Progresso».
Nunca contou com colaboração significativa da intelectualidade açoriana e a sua linha editorial esteve sempre a cargo do seu redactor e proprietário, que escrevia a crónica de abertura com o título «Angra do Heroísmo» onde tratava de assuntos políticos e culturais dos Açores, de Portugal e do Mundo. Transcrevia trabalhos de jornais nacionais e regionais e publicava em folhetim traduções do francês. Tinha correspondentes em quase todas as ilhas, publicando noticiário local e de Lisboa. J. G. Reis Leite
Fonte. Descrição com base na colecção existente na Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo, que tem os anos de 1894 e 1895 e 1902 incompletos.
