Garcia, Manuel da Costa
[N. Flamengos, Horta, 4.3.1926] Filantropo, sociólogo e Professor universitário. Estudou na escola da sua freguesia natal e no Seminário de Angra onde concluiu o curso de filosofia, equivalente ao curso complementar dos liceus (1946-1947). Depois, realizou diferentes cursos, estágios, investigações, docências e actividades de desenvolvimento sócio-económico que obedeceram a uma concepção antropocêntrica globalizante e interactiva de um planeamento geral com fulcro na educação. Assim, fez doutoramento em Filosofia na Universidade de Louvain (Bélgica) (1950), licenciatura em Teologia na Universidade Gregoriana (Roma) (1954), mestrado em Sociologia Política na Universidade de Saarbrücken (Alemanha) (1956), licenciatura em Ciências Políticas e Sociais na Universidade de Louvain (1958), mestrado em Economia na Universidade Vanderbilt, Nashville, Tenessee (Estados Unidos da América) (1960), certificado de curso de Desenvolvimento Económico na Universidade Vanderbilt (1960), certificado de curso de Planificação de Investimento em Matéria de Educação na Organização de Coordenação e Desenvolvimento Económico (Itália) (1962) e doutoramento em Ciências Políticas e Sociais na Universidade de Louvain (1988).
Como treino sistemático da ciência aplicada, realizou vários estágios em (a) políticas de desenvolvimento local, (b) planificação dos recursos humanos e (c) estruturas e funcionamento de actividades de educação de adultos e comunitária.
Foi Professor na Universidade de Villanova, Pensilvânia, Estados Unidos da América (1960-1962), na Universidade do Minho (1974-1977), na Universidade da Beira Interior (1988-1995) e no Instituto Superior das Novas Profissões (Lisboa), desde 1996.
Entre 1966 e 1988, esteve ligado ao Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério da Educação, onde foi investigador, coordenador da equipa de estudos da «Eficiência interna e externa do sistema escolar português» e se ocupou com acções de «orientação e assistência técnica» na área de «Educação comunitária e de adultos», relacionadas especialmente com a temática de desenvolvimento das comunidades locais.
Em 7 de Março de 1965, lançou na freguesia dos Flamengos, ilha do Faial, o «Projecto-piloto de Desenvolvimento Económico-social e de Cultura» (Escolas Comunitárias) que depois foi alargado ao continente (Pegões, Montijo). Tratava-se de um projecto de desenvolvimento sócio-económico e cultural com base nas escolas locais existentes e que foi apoiado pelo Governo Civil da Horta.
Foi bolseiro de instituições nacionais e internacionais. Participou em congressos, seminários e colóquios, em Portugal e no estrangeiro, geralmente com apresentação de comunicações. É autor de inúmeros trabalhos de investigação científica, policopiados, e de artigos de intervenção cívica, alguns publicados na imprensa regional. Luís M. Arruda
Algumas obras: (1988), Education et niveau de vie. Louvain-la-Neuve (Bélgica), Éditions CIACO. (1988), Instrution et niveau de vie au Portugal: Analyse critique des résultats. Economia, 2, 2. (1990), Papel do ensino superior no desenvolvimento das comunidades locais e regionais. Anais Universitários (UBI), 1: 85-95. (1993/1994), Capital humano e capital físico: seu impacto nos processos produtivo e distributivo. Anais Universitários (UBI), 4/5: 119-146.
