garça-branca
Nome vulgar da espécie de ave Egretta garzetta (Ardeidae), segundo Morton et al. (1998: 127), também conhecida por garça-ribeirinha, segundo Constância et al. (1997: 117).
Os indivíduos desta espécie são de tamanho médio, completamente brancos, com o bico recto, fino e preto, as patas pretas e os pés conspicuamente amarelos; fronte cinzento-esverdeado; olhos amarelos (Brown et al., 1982).
Alimenta-se, principalmente, caminhando pela água, fazendo movimentos rápidos aqui e além e apanhando as presas. Também fica de pé esperando capturar presas de passagem ou agita a água e o lodo com uma pata para localizar as presas. Em águas límpidas e calmas, caminha e agarra a presa quando a avista. Em áreas com vegetação ou em espaços abertos na zona das marés, corre de um local para outro, por vezes abrindo e fechando as asas, perturbando e capturando as presas. Em áreas com mais ondulação, fica de pé e espera pelos movimentos das presas na parte baixa entre duas vagas. Na zona das marés, come caranguejos, búzios, bivalves e peixes de pequenas dimensões; em ambiente de água doce, come rãs, insectos, camarões e pequenos peixes. Deixa o dormitório ao nascer-do-sol e regressa ao pôr-do-sol; dorme durante a noite (Brown et al., 1982).
Visitante comum das ilhas dos Açores, para onde foi registada por Godman (1870), pode ser vista do outono à primavera, por vezes em bandos de uma dúzia ou mais de indivíduos, nas margens costeiras e ilhéus e nos habitats aquáticos interiores, abertos (Agostinho, 1964; Bannerman e Bannerman, 1966).
Esta espécie encontra-se protegida pela Convenção Relativa à Protecção da Vida Selvagem e do Ambiente Natural na Europa (Convenção de Berna), Anexo II, e pelo Decreto-Lei n.o 140/99, de 24 de Abril, Anexo A-I. Luís M. Arruda
Bibl. Agostinho, J. (1964), Notas ornitológicas. Açoreana, 6, 1: 72-83. Bannerman, D. A. e Bannerman, W. M. (1966), Birds of the
