gádidas

Nome dado aos peixes marinhos pertencentes à família Gadidae. Segundo Svetovidov (1986), os peixes desta família são marinhos (excepto Lota lota), alguns, poucos, vivem em águas salobras, principalmente em águas frias do hemisfério norte, mas também em águas subtropicais e no hemisfério sul. As migrações, para a alimentação e para a reprodução, os ovos pelágicos e a vida larvar longa proporcionam-lhes ampla dispersão pelas correntes marinhas e por isso muitas espécies desta família têm distribuição geográfica ampla.

Nos gádidas as barbatanas não têm espinhos. Ocorrem 1 a 3 barbatanas dorsais, 1 a 2 barbatanas anais e 1 barbatana caudal separada. Sobre o queixo está, geralmente, presente um barbilho.

Para os Açores estão registadas as espécies: Gaidropsarus granti (*aranha-do-alto, viúva do alto), Gaidropsarus guttatus (*aranha-da-pedra, viúva), Phycis blennoides (*abrótea-do-alto, melga, juliana) e Phycis phycis (*abrótea), que alguns autores consideram integrando a família Phycidae, e ainda as espécies Gadiculus argenteus argenteus, Micromesistius poutassou (verdinho) e Molva macrophtalma (pescada-dos-Açores), que para aqueles autores permanecem nesta família (cf. Arruda, 1997; Santos et al., 1997).

De ocorrência duvidosa nos Açores são as espécies: Gadus morhua, Gaidropsarus granti, Gaidropsarus mediterraneus, Molva molva e Pollachius pollachius (cf. Arruda, 1997; Santos et al., 1997). Luís M. Arruda

Bibl. Arruda, L. M. (1997), Checklist of the marine fishes of the Azores. Arquivos do Museu Bocage (Nova Série), 8, 2: 13-164. Santos, R. S., Porteiro, F. M. e Barreiros, J. P. (1997), Marine Fishes of the Azores: An annoted checklist and bibliography. Arquipélago (Life and Marine Sciences), Supplement 1. Svetovidov, A. N. (1986), Gadidae In Whitehead, P. J. P., Bauchot, M.-L., Hureau, J.-C., Nielsen, J. e Tortonese, E. (eds.), Fishes of the North-eastern Atlantic and the Mediterranean. Paris, UNESCO: 680-710.