furão (Mustela putoris/Mustela putoris furo/Mustela furo)

Os machos adultos possuem 40 cm de comprimento, excluindo a cauda – 16 cm (ICN, 1999) e as fêmeas são menores. O furão exibe pêlo castanho, mais escuro na cabeça e no pescoço e mais claro nos flancos. Apresenta cor branca no focinho, no limite anterior das orelhas e numa risca em cada sobrancelha que se prolonga, lateralmente, para o queixo. Trata-se de um mamífero que foi introduzido em S. Miguel, Santa Maria, Terceira e S. Jorge (Frutuoso, 1971, 1981, 1998), aquando do seu povoamento, com o fim de caçar o coelho. Actualmente, ocorrem populações assilvestradas de furão nas ilhas de S. Miguel, Santa Maria, Terceira, S. Jorge, Faial, Pico e Flores.

D. Afonso V mandou introduzir sementes e animais, antes e depois de conceder autorização (em 1439) para povoar as ilhas do arquipélago dos Açores. Os animais alimentaram-se, essencialmente, da floresta nativa, a Laurissilva, vulgarmente designada por mato. Estes conseguiram multiplicar-se tanto que, aquando do povoamento, foi extremamente difícil encontrá-los por entre o mato denso e voltar a domesticar alguns deles. Dada a proliferação destes animais, nomeadamente do coelho, o homem caçava-os com cães e furões (Frutuoso, 1981, 1998). Desde então, o furão tem ocorrido no estado selvagem e em cativeiro. [ver mamíferos terrestres] Fátima Melo Medeiros

Bibl. Frutuoso, G. (1971), Livro terceiro das Saudades da Terra. Ponta Delgada, Instituto Cultural de Ponta Delgada. Id. (1981), Livro quarto das Saudades da Terra. Ponta Delgada, Instituto Cultural de Ponta Delgada. Id. (1998), Livro sexto das Saudades da Terra. Ponta Delgada, Instituto Cultural de Ponta Delgada. Instituto da Conservação da Natureza (1999), Guia dos Mamíferos Terrestres de Portugal Continental, Açores e Madeira. Lisboa, ICN.