furalha
Nome pelo qual são conhecidas as plantas da família Hypericaceae pertencentes à espécie Hypericum foliosum, também conhecidas por malfurada (Palhinha, 1966; Schäfer, 2002; Sjögren, 2001) e milfurada (Palhinha, 1966).
Segundo Schäfer (2002) e Sjögren (2001), é um arbusto baixo, muito ramificado, com mais ou menos 4 ramos dispostos em ângulo; glabro; folhas sésseis, estreitamente ovado-lanceoladas, até 6x3 cm; flores amarelas relativamente grandes, dispostas num número reduzido de cimeiras terminais; sépalas 5,5-6 mm, persistentes no fruto; pétalas amarelas até 2 cm; fruto em forma de cápsula, seca, subglobosa, com cerca de 1 cm de diâmetro; sementes castanhas, numerosas; perene; floresce de Abril a Junho.
Referida para os Açores por Seubert (1844), ocorre em todas as ilhas, com frequência na floresta natural de altitude, em arribas costeiras e ravinas, sobre rochas e declives íngremes, desde 400 m até 900 m, embora ocasionalmente possa descer aos 100 m, em habitats húmidos, quer protegidos, quer fortemente expostos; também à volta de lagos, acima do nível da água; menos frequente em prados com camada de húmica pouco espessa. Aparece frequentemente nos estádios primários de colonização de taludes de escórias. Existem ainda condições adequadas de habitat, para H. foliosum crescer, nos povoamentos densos de Pittosporum (Schäfer, 2002; Sjögren, 1973, 2001).
É uma das poucas plantas endémicas dos Açores que não se encontra em perigo pela exploração excessiva ocorrida nas zonas de vegetação natural das ilhas ou pela competição movida por espécies exóticas infestantes (Sjögren, 2001). Luís M. Arruda
Bibl. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das plantas vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves. Schäfer, H. (2002), Flora of the
