frulho

Também grafado como forulho e furulho, é nome vulgar da espécie de ave marinha Puffinus assimilis ssp. baroli (Porcellariidae) também conhecida por pardela-pequena (Direcção Regional do Ambiente (ed.), s.d.), frulhuco (Chavigny e Mayaud, 1932) e pintainho (Bannerman e Bannerman, 1966; Serviço Nacional de Parques, Reservas e Conservação da Natureza, 1990).

Dada a semelhança morfológica entre esta espécie e aquela denominada vulgarmente por *estapagado (Puffinus puffinus), de tamanho maior, os nomes vernáculos, são, frequentemente confundidos na bibliografia científica.

Tem plumagem preta por cima e branca por baixo; barrete preto da cabeça não abrangendo o olho, bico preto e fino; pernas e patas azuladas. Mede entre 25 e 30 cm de comprimento. Constrói os ninhos em buracos ou fendas de rochas, em ilhéus e em zonas costeiras, entre Dezembro e Maio, onde põe 1 único ovo em Janeiro. As crias estão presentes desde meados de Março e cobertas de penas desde meados de Maio. Alimenta-se de pequenos peixes e lulas. Emite vocalizações características, tanto em voo como no ninho. Espécie residente (visita as colónias todo o ano, durante a noite, mesmo fora do período reprodutor) (Direcção Regional do Ambiente (ed.), s.d.; Monteiro et al., 1996).

O seu estatuto de conservação é desfavorável (Direcção Regional do Ambiente (ed.), s.d.), encontrando-se protegida pela Convenção Relativa à Protecção da Vida Selvagem e do Ambiente Natural na Europa (Convenção de Berna) e pelo Decreto-Lei n.o 140/99, de 24 de Abril, Anexo A-I.

A população europeia, representando a totalidade da subespécie baroli, distribui-se pelas Canárias, pela Madeira e pelos Açores, onde nidifica nas ilhas de Santa Maria, S. Miguel, Pico, S. Jorge, Graciosa e Flores (Direcção Regional do Ambiente (ed.), s.d.). Le Grand (1980), regista a nidificação desta espécie na ilha do Corvo. Luís M. Arruda

Bibl. Bannerman, D. A. e Bannerman, W. M. (1966), Birds of the Atlantic Islands. 3: A History of the Birds of Azores. Edimburgo e Londres, Oliver & Boyd. Chavigny, J. e Mayaud, N. (1932), Sur l’avifaune des Açores. Généralités et Etude contributive. Alauda (2), 3: 304-348. Direcção Regional do Ambiente (ed.) (s.d.), Guia das aves marinhas dos Açores. [Horta]. Le Grand, G. (1980), Avifaune de Corvo. Arquipélago, (Ciências Naturais), 1: 52-80. Monteiro, L. R., Ramos, J. A., Furness, R. W. E del Nevo, A. J. (1996), Movements, morphology, breeding, molt, diet and feeding of seabirds in the Azores. Colonial Watwrbirds, 19, 1: 82-97. Serviço Nacional de Parques, Reservas e Conservação da Natureza (1990), Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal, I: Mamíferos, Aves, Répteis e Anfíbios. Lisboa, SNPRCN.