Fonte do Mato, barões e viscondes da

Estes titulares descendem por varonia de Manuel Garcia Baleeiro, o Rico, que os genealogistas referem ter sido cidadão do Porto, talvez parente dos Baleeiro que se encontram documentados na ilha Graciosa, pelo menos desde meados do século XVI. Este Manuel Garcia Baleeiro casou nessa mesma ilha Graciosa, ao redor de 1600, com Bárbara da Silva de Mendonça que vem mencionada num confuso processo da comarca da Graciosa (Arquivo Distrital de Angra do Heroísmo, Processos da Comarca da Graciosa n.º 2580, maço 47) sobre a sucessão de uma capela. Da leitura que fazemos deste documento poderá depreender-se que esta Bárbara fosse filha de Manuel Gonçalves e de sua mulher Guiomar Manuel neta paterna de Fernão Furtado Dornelas e de sua mulher Maria Gonçalves. No entanto alguns genealogistas referem que este casal teve apenas duas filhas. Se esta ascendência estivesse correcta Bárbara descenderia de Fernão Furtado de Mendonça, que veio com o seu contraparente Pêro Correia na segunda leva de povoadores da Graciosa, e de sua 2.a mulher Guiomar de Freitas.

De Gaspar Garcia Baleeiro e de sua mulher Bárbara da Silva de Mendonça foi bisneto em varonia o alferes José Francisco de Bettencourt, casado com D. Clara Maria de Bettencourt, filha de Manuel de Bettencourt Frazão e de sua 1.a mulher D. Maria de Bettencourt. Deste casal nasceu Bartolomeu Álvaro de Bettencourt (1759-1818), capitão-mor das ordenanças da Graciosa em 1795, o qual justificou a sua nobreza em 1805, e casou com D. Joaquina da Corte Celeste Gil da Silveira, filha herdeira de José António da Cunha e Silveira, escudeiro e cavaleiro fidalgo da casa real (alvará de 12 de Fevereiro de 1778), a quem foi passada carta de brasão de armas a 25 de Janeiro de 1719. O capitão-mor Bartolomeu Álvaro de Bettencourt e sua mulher foram pais de António Cunha da Silveira de *Bettencourt, fidalgo-escudeiro da casa real, por alvará de 1816, capitão-mor da Praia da Graciosa, que por decreto de 2 de Julho de 1860, foi criado 1.o barão da Fonte do Mato. Este primeiro barão casou com D. Isabel Forjaz de Lacerda Brum de Labath, filha de Manuel Garcia da Rosa e de sua mulher D. Isabel Josefa Forjaz de Lacerda, naturais da ilha do Faial. Deste último casal foi filho o 1.o visconde da Fonte do Mato (decreto de 13 de Novembro de 1873), Bartolomeu Álvaro Cunha da Silveira de *Bettencourt, fidalgo-cavaleiro da casa real por alvará de 4 de Junho de 1866, que faleceu sem geração, e Francisco Cunha da Silveira de Bettencourt, nascido na Graciosa a 24 de Junho de 1817, fidalgo-cavaleiro da casa real por alvará de 4 de Junho de 1866, que veio a casar com D. Catarina Emiliana de Simas e Cunha. Deste casal nasceu Francisco da Cunha e Silveira, avô de Manuel da Cunha e Silveira, comandante da marinha mercante residente na ilha Graciosa, actual representante destes títulos. Os viscondes da Fonte do Mato usam um escudo esquartelado de Correia, Espínola, Cunha e Silveira (do continente) com coronel de visconde, carta de brasão de armas de 25 de Janeiro de 1719. Manuel Lamas