Fonseca, José Dias da
[N. Terra Chã, 3.3.1848 m. Angra do Heroísmo, 6.11.1920] De uma família humilde foi cocheiro do Visconde de Agualva e, posteriormente, proprietário de uma cocheira de carros de aluguer, na cidade de Angra. Adestrava cavalos a particulares e dava lições de equitação, sendo por todos considerado um exímio cavaleiro.
Estreou-se como cavaleiro tauromáquico amador em 1882 (6 de Agosto), na Praça de S. João, toureando posteriormente quase todos os anos, até 1916, com grande êxito.
Foi esta figura, na sua tourada de despedida, já com 68 anos, que Vitorino Nemésio usou no final do seu romance Mau Tempo no Canal ao descrever a corrida na redondel de Angra, onde traça, aliás, um retrato muito favorável do velho marialva. J. G. Reis Leite
Bibl. Merelim, P. (1986), Tauromaquia Terceirense. Angra do Heroísmo, Delegação do Turismo: 287. Nemésio, V. (1944), Mau Tempo no Canal. Lisboa, Bertrand: 442.
