Fonseca, António Tomé da (Carvão Paim da Câmara)

 [N. Angra, 10.11.1808 – m. Angra do Heroísmo, 27.6.1864] Filho primogénito do 1.o barão do Ramalho (António da Fonseca Carvão Paim da *Câmara) não sucedeu ao pai no título que passou directamente para o seu filho, homónimo do avô, e 2.o Barão do Ramalho. Sucedeu, contudo, na casa de seus maiores. Foi liberal convicto e lutou pela sua causa, primeiro nas milícias de Angra, como tenente e capitão, depois como cadete de Caçadores 5, assistindo à batalha do 11 de Agosto, na Praia e finalmente como capitão e major no Batalhão de Voluntários da Rainha. Passada a guerra foi procurador à Junta Geral, membro do concelho do distrito e vereador da Câmara Municipal de Angra.

Foi um dos civis que aderiu ao pronunciamento militar de 22 de Abril de 1847, chefiada pelo coronel J. J. Gomes *Fontoura, que em Angra apoiou a «Patuleia», sendo nomeado vogal da Junta Governativa saída dessa revolta e presidida por seu sogro Teotónio de Ornelas *Bruges.

Foi cavaleiro da Casa Real, agraciado com a comenda da Ordem de Cristo, na sequência da revolução de Setembro de 1836 e condecorado com a medalha n.o 7 das campanhas da liberdade. J. G. Reis Leite

Bibl. Soares, E. C. C. A. (1944), Nobiliário da ilha Terceira. 2.a ed., Porto, Livraria Fernando Machado: 280. Lima, G. (1934), Breviário Açoriano. Angra do Heroísmo, Tip. Ed. Andrade: 137, 339.