Flores (As)

1 Jornal quinzenal, tinha edição nos dias 5 e 20 de cada mês; noticioso, intitula-se folha noticiosa; começou a ser publicado em Santa Cruz das Flores, a 5 de Outubro de 1901. Era propriedade de Mário Camacho que também administrava. Luiz Maria Borges foi o seu primeiro editor. A redacção e a administração funcionavam na rua de Santa Catharina.

No editorial, O nosso jornal, regista a começar: «Desde muito tempo que a ilha das Flores não tem um representante na imprensa que appelle pelos seus direitos e que faça patente ao público e aos poderes constituídos e que nos regem as muitas necessidades e faltas que affligem, a fim de lhes ser dado o devido lenitivo.

«Tal é pois o fim com que hoje apparece em público o nosso jornal [...]».

Formato 33,5 cm x 22,5 cm, primeiro, 42,5 cm x 29,9 cm, depois, tem 4 páginas a 4 colunas. Inclui editorial, noticiário local, muitas vezes sem título, transcrições de outros jornais e anúncios.

Os folhetins e a secção Lettras ocupam grande parte das suas páginas interiores. Ainda era publicado a 5 de Fevereiro de 1902 (Gomes, 1997).

Descrição com base nos números 1, 2 e 9 existentes na Biblioteca Pública e Arquivo Regional da Horta. 2 Semanário independente que começou a ser publicado em 30 de Novembro de 1928, em Santa Cruz das Flores. Era propriedade de João Maria Alves, e tinha como director e editor Celestino Amorim de Carvalho. António Joaquim de Braga Jr. viria a substituir este, em 1931, e aquele, em 1933. Com a morte de Braga Jr. a direcção e a edição foram assumidas por Lino Augusto Santos (8.12.1951) e a propriedade por Jaime Leal Páscoa. Em 15.3.1952 a propriedade passa para António Joaquim Braga Jr. (Herdeiros) e em 3.5.1952 regressa a Jaime Leal Páscoa. A redacção, composição e impressão eram na Rrua do Porto.

Ao apresentar-se, em 1928, também se afirmava publicação «inteiramente estranha a qualquer facção política, visando unicamente pugnar pelos interesses das ilhas das Flores e Corvo». Porém, rapidamente alinhou pela Ditadura de 28 de Maio de 1926. Com o noticiário local e os anúncios remetidos para as páginas interiores, a primeira página está ocupada por longas transcrições que o responsável pelo jornal justifica. É neste contexto que um discurso de Oliveira Salazar é transcrito durante três meses, seguido de um outro do ministro da Justiça. Pelos finais da década de trinta, aparecem os folhetins e muitos poemas de autores florentinos como o padre José Luís de Fraga e José dos Santos Silveira, entre muitos outros. A publicidade caracteriza-se por ter, em geral, origem estranha à ilha.

Formato 32 cm x 21,5 cm, 4 páginas, 3 colunas, apresenta vários aspectos gráficos. Deixou de ser publicado a 27 de Novembro de 1954 (n.o 1.256). Nesta edição, uma nota informa não convir mais ao seu proprietário continuá-lo (Gomes, 1997).

Em 7.12.1973 iniciou segunda série. Inicialmente mensário, em Dezembro de 1974, passou a quinzenário, com publicação à segunda e à quarta 5.a feira de cada mês, e a mensário, em 23.1.1997, com o subtítulo mensário açoriano, no início de 2003, e publicação na penúltima 5.a feira de cada mês.

Em 1973, Laura Escobar Santos era directora, editora e proprietária e Maria Isabel Serpa Ramos era directora-adjunta. Em Outubro de 1975, a direcção passou a Renato Moura que teve como sub-directores Herberto Rosa, entre 7.12.1983 e 13.10.1988, e José António Corvelo, entre 7.12.1989 e 12.11.1992. Propriedade do Grupo de Amigos do Jornal «As Flores» Lda., tem redacção, administração e oficinas na rua Roberto Mesquita, em Santa Cruz das Flores. A composição e a impressão passaram a ser feitas nas oficinas do Correio da Horta, depois de 12.6.1986.

Inicialmente, com formato 33,6 cm x 22,5 cm, 4 páginas, 3 colunas, depois 4 colunas, em 12.2.1987 passa a ter 8 páginas. Apresenta outro aspecto gráfico e formato 43,3 cm x 32,5 cm, 4 páginas, 5 colunas, a partir de 11.1.1990. Depois de 19.12.1991 tem o formato 38 cm x 29 cm, 8 páginas, 5 colunas. A partir de 23.1.1997 apresenta número de páginas variável. No início de 2003 muda de aspecto gráfico.

Inclui artigos de opinião sobre política açoriana, notícias locais e da região, anúncios, publicidade e até estudos. Tem publicado um número especial, com anúncios, pelo Natal.

Descrição com base na colecção existente na Biblioteca Pública e Arquivo Regional da Horta. Luís M. Arruda

Bibl. Gomes, F. A. N. P. (1997), A Ilha das Flores: Da redescoberta à actualidade (Subsídios para a sua História). Lajes das Flores, Câmara Municipal.

 

Flores (ilha) Geologia A ilha das Flores localiza-se geologicamente na placa tectónica americana, ou seja a oeste do rifte médio atlântico. Como todas as ilhas do arquipélago trata-se de uma estrutura vulcânica edificada a partir do fundo oceânico, que, neste local, tem cerca de 10 Ma (milhões de anos). O edifício insular eleva-se dos 1500 m de profundidade até 915 m acima do nível do mar (Morro Alto), apresentando, portanto, altura de quase 2500 m. A base da edificação vulcânica apresenta cerca de 45 km de largura na direcção E-W e alongamento de cerca de 75 km segundo a direcção N-S. A partir do mesmo edifício eleva-se a ilha do Corvo. A porção emersa corresponde a cerca de 8% do volume total do vulcão e apresenta uma área de cerca de 143 km2 (Azevedo, 1998).

A ilha apresenta uma planta aproximadamente elíptica com dimensões de 16 km (segundo a direcção de alongamento N-S) por 11,5 km (largura E-W). As arribas são predominantemente alcantiladas, destacando-se o traçado rectilíneo e orientação E-W dos troços da costa norte entre Ponta Delgada e a Ponta do Albernaz e da costa sul do Lagedo até às Lages; estes litorais rectilíneos correspondem provavelmente a controle tectónico por falhas transformantes relacionadas com o rifte, contrastando claramente com as costas leste e oeste mais recortadas. Merece referência particular a Fajã Grande, na costa ocidental da ilha, que resultou de vários e volumosos colapsos gravíticos da arriba litoral. A fajã apresenta dois patamares que se desenvolvem a cotas distintas (69-70 m e 250-280 m), suporta alguns aparelhos vulcânicos e respectivos derrames lávicos edificados sobre aquelas superfícies após os episódios de desmoronamento, e é limitada interiormente por imponente arriba cujo topo se situa a altitudes que oscilam entre 670 e 350 m. O interior da ilha caracteriza-se por uma morfologia quase planáltica, mais ou menos dissecada pela incisão fluvial e pontuada por crateras freatomagmáticas ou cones piroclásticos. Esta região desenvolve-se maioritariamente a altitudes entre os 300 e os 900 m.

Azevedo (1998) distingue nas Flores duas grandes sequências vulcânicas: o Complexo de Base, que inclui as formações vulcânicas associadas à fase submarina e emergente da actividade eruptiva, e o Complexo Superior, onde agrupa as formações eruptivas subaéreas relacionadas com o vulcanismo da fase emersa. Do ponto de vista geocronológico, as datações disponíveis (Azevedo, 1990; Azevedo et al., 1986, 1991; Azevedo e Portugal-Ferreira, 1995) indicam para o Complexo de Base idades entre mais de 2,5 Ma (milhões de anos) e aproximadamente 700 mil anos. No Complexo Superior as datações efectuadas forneceram idades que variam entre 670 mil anos e 3 mil anos (Morisseau e Traineau, 1985; Azevedo, 1998).

Cada um dos complexos vulcânicos foi dividido em unidades e sub-unidades representativas de fases eruptivas apresentando características particulares ou que se encontram separadas por episódios erosivos com significado na escala da ilha.

O Complexo de Base, que constitui o substrato da ilha representativo da sua fase de emersão, aflora apenas nas arribas litorais das costa leste e oeste. No interior da ilha e no litoral norte e sul esta sequência encontra-se coberta pelos materiais mais recentes do Complexo Superior.

O Complexo de Base foi subdividido em duas unidades, Unidade Inferior (com duas sub-unidades) e Unidade Superior (com três sub-unidades), separadas com base na polaridade magnética (inversa na Unidade Inferior e normal na Unidade Superior) apresentada pelos materiais vulcânicos que os constituem, representativas de uma inversão da polaridade magnética da Terra ocorrida há cerca de 1,8 Ma (Azevedo, 1998). Estes produtos apresentam características que indicam emissão em ambiente submarino, sendo constituídos maioritariamente (cerca de 70%) por materiais brechificados e piroclastos que indicam predomínio de manifestações vulcânicas explosivas, a que se associam derrames lávicos, localmente sob a forma de pillow lavas. As rochas vulcânicas constituintes do Complexo de Base apresentam natureza basáltica e havaítica. Estes produtos vulcânicos encontram-se atravessados por numerosos filões basálticos e traquíticos, parte importante dos quais corresponde às condutas que alimentaram o vulcanismo do Complexo Superior.

No Complexo Superior, que representa a fase vulcânica que se sucedeu à emersão da ilha, foram definidas por Azevedo (1998): Unidade Inferior (com 4 sub-unidades), Unidade Intermédia (com duas sub-unidades) e Unidade Superior (com duas sub-unidades).

A Unidade Inferior do Complexo Superior constitui o volume principal da parte emersa da ilha. Por se encontrar parcialmente coberta pelos produtos da Unidades Intermédia e Superior aflora predominantemente nas arribas litorais e nos vales que recortam mais profundamente a superfície planáltica da ilha. As quatro sub-unidades em que se encontra dividida representam uma evolução geoquímica dos magmas ao longo do tempo (desde há 670 até há 540 mil anos) dos basaltos, menos evoluídos, da sub-unidade mais antiga até às composições traquíticas mais recentes, passando por produtos de natureza havaítica, mugearítica e benmoreítica. Esta unidade é formada por um empilhamento de derrames lávicos, alternando com intercalações piroclásticas volumétricamente menos importantes, que representam uma fase de vulcanismo predominantemente efusivo. À parte superior desta fase pertencem alguns picos proeminentes e espessas escoadas lávicas de composição ácida e intermédia, tais como a chaminé exumada do Pico da Sé e a escoada havaítica-mugearítica onde se localiza a famosa Rocha dos Bordões. Aquele conhecido afloramento rochoso, ex-libris geológico da ilha das Flores, corresponde à exposição pelos agentes erosivos da estrutura interna da escoada lávica que se caracteriza por apresentar disjunção prismática muito bem desenvolvida.

A Unidade Intermédia do Complexo Superior, cuja actividade vulcânica se desenrolou há 400 a 220 mil anos, apresenta igualmente características essencialmente efusivas sendo constituída por derrames lávicos de natureza basáltica e havaítica a que se encontram associadas intercalações piroclásticas. Esta unidade aflora essencialmente nas áreas altas da ilha, onde se sobrepõe em discordância às rochas da Unidade Inferior e está coberta pelos materiais piroclásticos da Unidade Superior, mas também pode ser observada nas zonas litorais como sucede na Fajã Grande ou nas áreas de Santa Cruz e Ponta Delgada.

A fase final do vulcanismo do Complexo Superior, Unidade Superior, caracterizou-se por actividade eruptiva estromboliana e freática ou freatomagmática. A manifestação mais recente desta fase (Caldeira Comprida), datada pelo radiocarbono (Morisseau e Traineau, 1985), ocorreu há apenas 2900 ± 100 anos, não podendo, por conseguinte, considerar-se extinto o vulcanismo nas Flores. Esta fase de actividade eruptiva está representada por cones de escórias estrombolianos (Caldeira, Caldeira da Lomba, Caldeira Rasa, Monte das Cruzes, etc.), crateras de explosão freáticas ou freatomagmáticas (Caldeira da Água Branca, Caldeira Negra, Caldeira Seca, Caldeira Funda, etc.; veja-se, também, Caldeiras das Flores) e por uma cobertura generalizada de piroclastos finos. Associados à actividade estromboliana ocorrerão igualmente derrames lávicos. José Madeira

História A carta de D. Afonso V, datada de 28 de Janeiro de 1475, doando as ilhas das Flores e do Corvo a Fernão Teles, é peremptória ao atribuir a descoberta destas duas ilhas a Diogo de Teive, armador de navios e escudeiro do infante D. Henrique, e a seu filho João de Teive. O próprio Cristóvão Colombo, nas suas notas, reescritas depois pelo seu filho Fernando e pelo bispo Bartolomeu das Casas, malgrado algumas imprecisões e divergências, refere-se explicitamente a esta viagem, cujo relato diz ter ouvido a um tal Pedro Velasco, piloto de Teive. Resumidamente, poderá, pois, afirmar-se que Colombo registou uma dupla expedição de Diogo de Teive nas direcções de sudoeste, primeiro, e de noroeste, depois. Na primeira parte dessa viagem, iniciada no Faial, e já de regresso, Teive redescobriu as Flores e o Corvo em 1451 ou, mais provavelmente ainda, em 1452. A segunda levou-o a águas americanas, pois, como observou Jaime Cortesão, somente no banco da Terra Nova, e na proximidade da península de Avalon, seria possível, em pleno mês de Agosto, coincidirem ventos tempestuosos do quadrante oeste com mar calmo e os anúncios de um inverno próximo. Regressado a Portugal, Diogo de Teive viu ser-lhe, então, concedido, em finais de 1452, o monopólio do fabrico de açúcar na Madeira e a sua caravela passou também a ser utilizada no transporte de trigo de Lisboa para Ceuta, o que deve ser entendido como recompensa pela expedição que realizara num passado recente.

Dos Teives, redescobridores das Flores e do Corvo, passaram depois aquelas duas ilhas, por compra, em 1475, a Fernão Teles de Menezes, e, por morte deste, à viúva, D. Maria de Vilhena e a seu filho Rui Teles. À posse das Flores e do Corvo foi, entretanto, também associada, não se sabe bem quando, mas no tempo em que os Fonsecas as tiveram (1503-1593), uma comenda da Ordem de Cristo, cujos dízimos já eram tidos e possuídos, em 1566, por frei Gonçalo de Sousa da Fonseca. Com a morte deste, Filipe I fez então doação destas duas ilhas a D. Francisco Mascarenhas, 1.º conde da vila de Santa Cruz, compensando assim aquele seu leal servidor da perda, por demanda com os Corte-Reais, da capitania do Faial e do título de conde da Horta. O 8.º e último conde de Santa Cruz, usando igualmente os títulos de 5.º marquês de Gouveia e de 8.º duque de Aveiro, foi o malogrado D. José Mascarenhas, o qual acabou sendo justiçado em Belém, a 13 de Janeiro de 1759, acusado de ser o principal instigador da conspiração contra D. José I. Os bens confiscados ao duque de Aveiro nas Flores e no Corvo acabaram por ser aforados, em 1814, por três vidas, a Pedro José *Caupers, moço da guarda-roupa do príncipe D. João, pela módica pensão anual de 100$000 e laudémio de lei, no caso de venda. Satisfazendo um diminuto foro, o donatário Caupers, como lembrava no Verão de 1824 o próprio juiz-de-fora das Flores, João Eneas do Couto Pestana, em representação dirigida à Coroa, obtivera de seus subenfiteutas grossas rendas, que, na sua satisfação, estavam reduzindo os lavradores à miséria.

Perante as crescentes dificuldades na cobrança dos foros, o terceiro enfiteuta, neto de Caupers, negociou, então, com a maioria dos subenfiteutas daquelas duas ilhas a remissão dos foros, por vinte vezes o seu valor. As escrituras de remissão de foro foram celebradas no Outono de 1855, nas Flores e no Corvo, e permitiram ao enfiteuta, bacharel José Inácio Machado de Faria e Maia, a arrecadação de mais de 710 moios de trigo. Contemporâneo desses factos, Silveira Macedo acrescenta que alguns subenfiteutas, não aceitando a remissão de foro, sustentaram uma demanda, a qual terão vencido por falta de certa solenidade no contrato de aforamento.

No povoamento da ilha das Flores há que distinguir, antes de mais, duas fases, próximas no tempo, mas marcadas pelas diferentes concepções que as informaram. Enquanto titulares da capitania das ilhas das Flores e do Corvo, tantos os Teives (1453-1475), como os Teles de Menezes (1475-1503) pouco ou nada fizeram por elas. Apostados, aqueles e estes, no comércio marítimo e nos descobrimentos, os primeiros terão, talvez, lançado algum gado nestas ilhas, procurando, assim, justificar a sua posse e garantir apoio às suas viagens para ocidente, enquanto os segundos não foram além do patrocínio da breve e inconsequente experiência de povoamento ensaiada por Guilherme da Silveira. Natural de Bruges, Guilherme da Silveira (Willelm Van der Hage), que já anteriormente tentara fortuna no Faial e na Terceira, estabeleceu-se nas Flores por volta de 1480-1490, onde viveu alguns anos. Ou porque procurasse prata, como fizera noutras ilhas, ou, então, porque tivesse achado a terra estéril, isolada, muito tormentosa e combatida de ventos quotidianamente, o certo é que este fidalgo flamengo, na sua breve passagem pela ilha, não deixou outras marcas que não fossem umas salas e casas muito grandes, que talhou na rocha de tufo, na Ribeira da Cruz, e que frei Diogo das Chagas, nascido na ilha em 1584, diz ter visto quando era criança.

O verdadeiro e efectivo povoamento das Flores arrancou, pois, por iniciativa de João da *Fonseca, logo que lhe foi confirmada, por carta régia de 1 de Março de 1504, a compra que fizera das Flores e do Corvo a D. Maria de Vilhena, viúva de Fernão Teles, e a seu filho Rui Teles. Ao invés, porém, daquilo que décadas antes fizera Guilherme da Silveira, tudo indica que os homens de João da Fonseca se tenham disperso, por vários núcleos, ao longo da costa da ilha, com cada família ou grupos afins ocupando a data que lhes coubera na distribuição de terras. Ainda hoje, de resto, a própria toponímia parece sustentar a tese de uma ocupação dispersa da ilha, pois são várias as fajãs e ilhéus – fajãs de Lopo Vaz, de Pedro Vieira e dos Valadões e ilhéus de *Álvaro Rodrigues e de Maria Vaz – que perpetuam o nome de alguns dos primeiros colonos, ou filhos desses. E se bem que, em finais de quinhentos, Gaspar Frutuoso ainda só refira a constituição de três paróquias (Lajes, Santa Cruz e Ponta Delgada), por sinal bem afastadas umas das outras, também é certo que já situa algumas famílias nos Cedros, nas Fajãs e no Lajedo, o que demonstra que, a par dos principais e mais antigos povoados, pequenos núcleos haviam, desde cedo, coberto gradualmente toda a ilha, dando assim origem às futuras paróquias.

Não se sabe, ao certo, quando foram oficialmente criadas, ainda no século XVI, as três primeiras das onze paróquias da ilha. Todavia, Lajes e Santa Cruz já tinham o estatuto de vila em 1514 e 1548, respectivamente, e Ponta Delgada o de freguesia no final de quinhentos. Das restantes, três foram erigidas em paróquia no século XVII – Fajãs (1676), Cedros (1698) e Lomba (1698) –, outras quatro no século XIX – Lajedo (1823), Caveira (1833), Mosteiro (1850) e Fajã Grande (1861) –, e, por último, a Fazenda, elevada a freguesia em 1919 e paróquia somente desde 1959.

Dos «homens fidalgos» que já viveriam nas Flores nos finais de quinhentos, Gaspar Frutuoso referencia designadamente os de apelido Pimentel, Carneiro, Fraga, Lordelo, Costa, Homem, Fernandes, Vaz, Gomes e Vieira. Bisneto de um dos que haviam chegado na primeira leva, aí por volta de 1504, frei Diogo das Chagas é ainda mais preciso, e avança mesmo com alguns nomes e origens: António e Pedro Fraga, irmãos, ambos de Braga, Rodrigo Privado, de Moura, Gonçalo Anes Malho, de Ourém, Gomes Dias Rodovalho, de Viana de Évora, Diogo Pimentel, de Benavente, Pedro Vieira e João Rodrigues, da Madeira, Antão Vaz, Roque Valadão e Baltazar Coelho, da Terceira.

Pela sua posição geográfica, Flores e Corvo estiveram, durante alguns séculos, numa zona de enfaixamento das grandes rotas atlânticas, já que era ali o ponto em que as naus da Índia, da Mina, do Brasil ou da Guiné quebravam a volta pelo largo. Consequentemente, era, também, nas imediações destas duas ilhas que o *corso, actuando geralmente em conserva, esperava, meses a fio, pelas riquezas que essas naus transportavam para a Europa.

No grupo ocidental dos Açores, devem-se, provavelmente, ao corso francês as três mais antigas acções de pirataria, a primeira das quais em 1536, quando três navios armados na Normandia atacaram nas Flores quatro caravelas do rei, que ali esperavam as naus da Índia. E se o mau tempo salvou as Flores, em Maio de 1566, ao ter impedido o desembarque dos homens de George Fenner, o mesmo já não sucedeu em Junho de 1587, quando cinco navios ingleses, nas palavras de Gaspar Frutuoso, destruíram ali quanto acharam, queimando os templos todos e assolando as casas, sem ficar nem uma só. Diogo das Chagas, que à data deste ataque teria uns três anos, não se refere especificamente ao acontecimento, mas dá também notícia de terem sido queimadas todas as igrejas e ermidas da ilha no tempo em que governou a «herética Isabel». Foi, de resto, tão grande a devastação causada pelo ataque de 1587 que, dois anos depois, ao desembarcarem em Santa Cruz, para fazer aguada, os homens do conde de *Cumberland encontraram aquela vila em completa e total ruína.

Seria, no entanto, em 1591 que, à vista das ilhas do grupo ocidental, haveria de ocorrer um tremendo combate naval que ficou conhecido como a «batalha da ilha das Flores». Interessada nos galeões da prata, a coroa inglesa tinha enviado uma armada, com 23 embarcações, às ordens do almirante lord Thomas Howard, para as alturas das Flores, onde devia permanecer em cruzeiro durante seis meses. A armada espanhola, encarregue de proteger as naus da Índia, surpreendeu, todavia, a britânica, mais pequena, que teve que encetar a fuga. Com parte da sua gente em terra, o Revenge, o navio do vice-almirante sir Richard Greenville, atrasou-se porém na partida e foi forçado a combater. Na luta, que se prolongou por várias horas, os espanhóis capturaram o navio de sir Richard Greenville mas perderam o navio Ascencion, capitaneado por António Manriques.

Foi também nas Flores que os barcos da armada de Raleigh, chefiados por Burgh, atacaram, em Junho de 1592, a carraca portuguesa Santa Cruz, cuja tripulação a fez encalhar em terra, lançando-lhe depois fogo. A luta transferiu-se, de seguida, para terra, onde os ingleses, que haviam desembarcado 150 homens, recuperaram o resto do navio e ficaram a saber, por alguns prisioneiros, que perto andariam as naus da mesma conserva. Na perspectiva de uma tal empresa, a frota inglesa, entretanto reforçada com a chegada de outros barcos, dispôs-se, então, a 29 de Junho, numa linha de vigilância norte-sul, a oito léguas das Flores, até que a 3 de Agosto avistou e tomou a Madre de Deus, uma gigantesca carraca de 1.600 toneladas e 800 passageiros. Alijada da sua carga, avaliada em 200 mil libras, a Madre de Deus foi depois conduzida a Londres e D. Alonso de Bazán, apesar dos muitos serviços prestados à coroa, acabou acusado de negligência e delongas na sua chegada às Flores, tendo perdido o comando da armada das ilhas.

Alguns anos depois, em 1597, a ilha é também visitada pela grande armada, de 160 velas, do conde de *Essex, que Diogo das Chagas diz ter visto ancorada na baía da Ribeira da Cruz. Aos navios corsários de origem francesa e inglesa seguiram-se, já em seiscentos, os argelinos e holandeses, e, depois ainda, os mexicanos e americanos. O último e poderoso navio corsário a visitar as Flores terá sido possivelmente o famoso *Alabama, do capitão Semmes, que ali destruiu e incendiou dez baleeiras da América unionista em Abril de 1863.

Os primeiros contactos com o Novo Mundo tivera-os, porém, a ilha das Flores ainda no século XVIII, quando os navios baleeiros das colónias britânicas da América do Norte começaram a visitar os Açores, aí por volta de 1765. Por questões geográficas, acima de tudo, fizeram então estas baleeiras dos ancoradouros da ilha das Flores locais privilegiados para refrescar e substituir alguns tripulantes. Nasceu, assim, a emigração «pelo alto», fugidia, clandestina, dificilmente quantificável. De resto, se foi o açoriano, como escreveu João Afonso, quem trouxe até ao século XX, praticamente sozinho, o que ainda restava da frota americana dos 150 anos anteriores, quando aos óleos de cetáceos se sobrepuseram os petróleos, é inegável, nessa epopeia, o contributo dos florentinos. António Inácio Bixo e António Teodoro Armas, ao comando de baleeiras da praça da Horta, e António Caetano Corvelo, Henry Clay (ou Acquilia Rodriguez, como também foi conhecido), William F. Joseph (filho de pais das Flores, embora já nascido em Fairhaven, em 1859), Francisco Augusto, Nicholas Rodrigues Vieira, irmão de outro baleeiro, John A. Vieira, e pai do também capitão Joseph A. Vieira, nado já no Novo Continente, António José de Freitas, Joseph Thomas Edwards e os sobrinhos Antone Thomas Edwards, John Thomas Edwards e Joseph F. Edwards, estes em praças americanas, são alguns dos nomes da grande saga de capitães baleeiros das Flores. Feitos capitães pela experiência adquirida nas sete partidas do Mundo, comandaram barcos no Atlântico e no Pacífico, fizeram-se quase todos proprietários – só Henry Clay, à sua parte, foi possuidor de pelo menos seis barcas –, chegaram a dar aulas de náutica encartados pelo conhecimento prático e seguro de todos os mares, ganharam notoriedade e prestígio com recordes de pescarias, ou, como o capitão Corvelo, foram projectados pela literatura suscitada pelo famoso motim a bordo do Pedro Varela, ocorrido em Julho de 1910, ao largo dos Açores.

A outra grande vertente da emigração florentina para os Estados Unidos da América floresceu, mais tarde, no Nevada e, sobretudo, na Califórnia, onde já em 1840 terá desembarcado António Jacinto Bastiana, ou Antone Joseph, hoje mundialmente conhecido por ter emprestado o nome à doença do «Machado Joseph». Na Califórnia, buscaram alguns o ouro, que de regresso em vão buscariam igualmente na ilha, talvez induzidos pela presença enganadora de pirites, outros fizeram-se lenhadores, a norte, ou então pescadores, agricultores e criadores de gado, enquanto nas serras do Nevada sofreram também as agruras da condição de solitários pastores de grandes rebanhos de ovelhas.

Em termos económicos, essa emigração propiciou, antes de mais, o início de uma grande revolução, quando, sobretudo a partir da segunda metade do século XIX, começou a afluir à ilha a moeda estrangeira que haveria de possibilitar as importantes alterações que se verificaram na distribuição da propriedade fundiária. Ao tempo, de resto, cotavam-se as terras e os gados, nas Flores, não em reis ou, depois, em escudos republicanos, mas sim em «águias», como ali eram chamadas as moedas de ouro americanas de vinte dólares. Por outras palavras, o que não conseguira nestas ilhas o confisco da Casa de Aveiro em 1759, com a consequente passagem à coroa das terras da comenda das Flores e Corvo, mais tarde aforadas por três vidas a Pedro José Caupers, nem sequer o decreto da Regência que em 1832 reduziu o dízimo das miúnças, fizeram-no, então, os dinheiros da emigração, no que haveriam de ser complementados mais tarde pela acção decisiva dos Sindicatos Agrícolas, fundados em diferentes freguesias pelo padre José Furtado Mota entre 1916 e 1920. [ver também comendas] Francisco Gomes

Aspectos Religiosos A 24 de Junho de 1481, o Papa Xisto IV, na bula Aeterni regis clementia, confirmava a submissão espiritual da ilha das Flores à Ordem de Cristo. Se, neste nível, as Flores obedeciam ao paradigma das demais parcelas açorianas, na vertente temporal, esta ilha, juntamente com a do Corvo, constituía uma comenda, sendo responsabilidade do comendador (e, portanto, não do governador da Ordem de Cristo) a construção das igrejas, a manutenção das respectivas fábricas grossas e o pagamento das côngruas eclesiásticas. No século XVII, o cronista Frei Diogo das Chagas manifestava a inoperância deste modelo sui géneris no seio do arquipélago, na medida em que o comendador não dispensava os dízimos para colmatar as necessidades espirituais, o que impedia a fundação de novos templos e a angariação da imprescindível mediação sacerdotal, e, acrescentava este frade florense, levava a que as «almas corressem perigo».

Nos inícios do povoamento, as responsabilidades eclesiásticas ficaram a cargo de frades da Ordem de Cristo, como sucedeu nas restantes ilhas: o primeiro terá sido Frei Luís Anes de Ledesma, que serviu como vigário na igreja de Santa Cruz. Numa segunda fase, a premência de satisfazer as necessidades paroquiais obrigou ao recurso ao clero secular. Devemos salientar o facto de a maioria dos primeiros clérigos florenses serem já naturais de outras ilhas açorianas, facto compreensível atendendo ao tardio povoamento das Flores. Assim, na segunda metade do século XVI, a igreja de Santa Cruz teve como pastores o padre Manuel de Avelar, natural de Santa Maria, e o padre Melchior da Borba, da ilha Terceira.

Entre o clero regular, salientamos a fundação do convento de S. Francisco no ano de 1642, o único que a ilha conheceria, o que reforça a ideia da amplitude da missionação franciscana nos Açores. Invocado a S. Boaventura, este convento sediou-se em Santa Cruz sob o patrocínio do vigário Inácio Coelho, responsável máximo da ouvidoria das Flores e Corvo e irmão do padre provincial dos franciscanos, Frei Mateus da Conceição. No seguimento das leis liberais, o convento foi vendido e posteriormente transformado em hospital e a sua igreja entregue, em 1877, à Misericórdia.

A fundação das igrejas e ermidas deverá ter seguido o modelo habitual nos Açores. Isoladas e ameaçadas pelas intempéries da natureza, as gentes das ilhas procuravam o apaziguamento espiritual na devoção cristã. No século XVI, Gaspar Frutuoso refere a existência de cinco ermidas: Santa Catarina, S. Sebastião, Santa Ana e duas dedicadas a S. Pedro. Entretanto, também se edificou a igreja de S. Cruz, invocada a Nossa Senhora da Conceição, mas todos estes edifícios foram destruídos pelas investidas inglesas em 1587, à procura das riquezas de ouro e prata que caracterizam a decoração dos templos religiosos. A pronta reparação destas ermidas em palha confirma a devoção dos florenses, que envidavam todos os esforços para manter um quotidiano religioso. É o caso de João Soares que, nos finais do século XVI, todos os domingos se deslocava juntamente com a sua família de batel dos Mosteiros para a vila das Lajes para ouvir missa. Neste sentido, relembre-se que o primeiro bispo açoriano, D. Agostinho Ribeiro, exerceu funções de sacerdote nesta ilha, para onde enviou visitadores durante o seu exercício episcopal. Mais tarde, seria o investimento dos emigrantes que permitiria a vivificação religiosa, como sucede em 1847, quando o florense António de Freitas funda a igreja da Santíssima Trindade, nos Mosteiros, depois de ter permanecido alguns anos em Macau.

O crescimento demográfico e a implantação de novas igrejas conduziram ao concomitante desenvolvimento da burocracia eclesiástica.

A implantação das paróquias foi contudo vagarosa devido às circunstâncias já expostas. No século XVI foram criadas três: Nossa Senhora da Conceição, na vila de Santa Cruz, a de Nossa Senhora do Rosário, na vila das Lajes, e a de S. Pedro, em Ponta Delgada, quase simultaneamente e como pólos de povoamento.

Só em 1676, se criou a paróquia de Nossa Senhora dos Remédios, na Fajãzinha, e em 1693 a de Nossa Senhora do Pilar, nos Cedros, e assim permaneceu a organização eclesiástica até 1823 quando se instituíram as paróquias de S. Caetano, na Lomba, a de Nossa Senhora do Livramento, na Caveira, e a de Nossa Senhora dos Milagres, no Lajedo.

Depois do liberalismo implantado foram criadas as paróquias da Santíssima Trindade, no Mosteiro, em 1850, e S. José, na Fajã Grande, em 1861. Por último, em 1959, o bispo de Angra criou a paróquia do Senhor Santo Cristo, na Fazenda.

Em 1640 era criada a primeira ouvidoria em Santa Cruz. Mais tarde seria criada a segunda jurisdição, sediada na vila das Lajes, cuja actividade foi interrompida entre os anos de 1832 a 1840. As reformas liberais também se impuseram no domínio confraternal. Em 1898, o bispo D. Francisco José Ribeiro de Vieira e Brito registava a inexistência de quaisquer irmandades na ilha: as que tinham funcionado na freguesia de S. Cruz (S. Pedro, S. Sebastião, S. Antão, Nossa Senhora da Conceição, Santa Catarina, e Almas) tinham sido extintas pelo decreto de 24 de Março de 1832, e as confrarias do Santíssimo Sacramento e Nossa Senhora do Rosário em 1855, sendo os seus bens entregues à administração da paróquia de Santa Cruz. Mas não deixa de ser curioso este bispo omitir as irmandades do Espírito Santo, uma vez que, em 1871, António Lourenço da Silveira Macedo refere que em cada freguesia havia uma. Susana Goulart Costa

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