feto-vivaz

Nome pelo qual são conhecidas as plantas da família Lycopodiaceae pertencentes à espécie Diphasiastrum madeirense (=Diphasium madeirense) (Schäfer, 2002).

Segundo Fernandes e Ormonde (1983) e Schäfer (2002), é uma planta terrestre, herbácea, com rizoma rastejante, com folhas isomórficas alternas, dispostas espiraladamente, estreitamente lanceoladas a assoveladas, agudas; caules aéreos saindo do rizoma, erectos, atingindo 45 cm de altura, com folhas isomórficas dispostas espiraladamente, lanceoladas, ápices agudos, inteiras; ramos vegetativos laterais, acastanhados, com ramificação dicotómica e folhas trimórficas, dispostas em 4 fiadas; ramos férteis formados no extremo do caule central, simples ou ocasionalmente ramificados junto ao eixo principal, sendo então os dois ramos férteis; pedunculados 1-2 no extremo dos ramos férteis, com folhas espiraladas ou quase verticiladas, com 3-6 estróbilos erectos, em forquilha de até 8 cm; esporofilos longos, com a lâmina largamente deltóide a quase cordada; esporângios largamente reniformes, completamente ocultos pelos esporófilos; esporos reticulados, triletes. Perene.

Endémico da Madeira e dos Açores (Schäfer, 2002; Palhinha, 1966), foi registado para este arquipélago por Watson (1847), como Lycopodium complanatum, onde ocorre, raramente, em todas as ilhas, excepto em Santa Maria e na Graciosa, em terrenos pantanosos, na floresta de cedro-do-mato e no urzal húmido, geralmente acima de 600 m (Schäfer, 2002). Sjögren, E. (1973), refere também declives de ravinas fundas e pequenas crateras vulcânicas, acima dos 700 m, geralmente em habitats pouco expostos. Luís M. Arruda

Bibl. Fernandes, R. B. e Ormonde, J. (1983), Diphasiastrum madeirense (Lycopodiaceae). In Iconographia Selecta Florae Azoricae, A. Fernandes e R. B. Fernandes (eds.), Coimbra, Secretaria Regional da Cultura da Região Autónoma dos Açores, 1, II: 133-138. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das plantas vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves. Schäfer, H. (2002), Flora of the Azores, A field guide. Weikersheim, Margraf Verlag. Sjögren, E. (1973), Recent changes in the vascular flora and vegetation of the Azores Islands. Memórias da Sociedade Broteriana, 22, 5-453. Watson, H. C. (1847), Supplementary notes on the botany of the Azores. The Londres Journal of Botany, 6: 380-397.