feto-macho

História Natural Nome pelo qual são conhecidas as plantas da espécie Dryopteris affinis, família das driopteridáceas, segundo Palhinha (1966), como D. borreri. Esta planta foi atribuída por Drouët (1866) à espécie Polystichum filix-mas e por Watson in Godman (1870) e Trelease (1897) à espécie Aspidium filix-mas. Fraser-Jenkins, (1980) distinguiu na subespécie affinis a variedade azorica, mas Fernandes (1983) não considera esta variedade.

Segundo Schäfer (2002) e Fernandes (1983), é uma planta com até 100 cm de altura, de rizoma curto, robusto, densamente coberto por escamas escariosas, produzindo folhas em tufo, dispostas em círculo, direitas, erectas ou pouco arqueadas; pecíolo curvo e escuro na base, adelgaçando para cima, densamente coberto por escamas castanho-avermelhado; limbo 1-pinado com pinas fundamente pinatifendidas; segmentos arredondados ou obliquamente truncados, com poucos dentes obtusos; ráquis robusta, fortemente saliente na face inferior e sulcada na superior, coberta de escamas semelhantes às do pecíolo mas menores; soros dispondo-se em duas filas de 2-4 de ambos os lados da nervura mediana dos segmentos; indúsio reniforme-arredondado; esporos oblongo-reniformes. Perene.

Nativa para o Cáucaso, Turquia, Europa central e ocidental, e Macaronésia, ocorre em todas as ilhas, excepto na do Corvo, onde é disperso, mas localmente comum, nas pastagens e sobre as ravinas naturais, nas margens arrelvadas das caldeiras pouco profundas e das ribeiras, em lugares húmidos nas encostas pouco expostas, nas valetas das estradas de floresta e em plantações de criptoméria, especialmente entre 600 e 900 m.

Medicina Popular O rizoma seco é indicado como tendo propriedades anti-inflamatórias, no tratamento da gota, e como vermífugo, só para adultos. Aplica-se localmente nas articulações dolorosas pela gota a decocção de 200 grs. do rizoma num litro de água. Como vermífugo usa-se 15 grs. do rizoma cortado por litro de água em decocção durante 5 minutos (cf. Corsépius, 1997). Luís M. Arruda

Bibl. Corsépius, Y. (1997), Algumas Plantas Medicinais dos Açores. 2ª ed., S.l., s.e. Drouët, H. (1861), Catalogue de la Flore des iles Açores précédé de l'itinéraire d’un voyage dans cet archipel, Paris, J.-B. Baillière & Fils. Fernandes, R. B. (1983), Dryopteris affinis subsp. affinis. In Iconographia Selecta Florae Azoricae, A. Fernandes e R. B. Fernandes (eds.). Coimbra, Secretaria Regional da Cultura da Região Autónoma dos Açores, 1, 1: 47-52. Fraser-Jenkins, C. R. (1980), Dryopteris affinis: A new treatment for a complex species in the European Pteridophyte-flora. Willdenowia, 10: 107-115. Godman, F. C. (1870), Natural History of the Azores or Western Islands. Londres, John van Voorst. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das plantas vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves. Schäfer, H. (2002), Flora of the Azores, A field guide. Weikersheim, Margraf Verlag. Trelease, W. (1897), Botanical observations of the Azores. Eight Annual Report of the Missouri Botanical Garden: 77-220.