feto-arbóreo

Nome pelo qual são conhecidas as Pteridófitas da família Dicksoniaceae, pertencentes à espécie Sphaeropteris cooperi (= Alsophila cooperi; Cyathea cooperi) (Schäfer, 2002).

Segundo Fernandes (1983) e Schäfer (2002), é um feto arbóreo com caule cilíndrico até 10 m de altura, coberto de cicatrizes correspondentes à inserção das folhas caídas; folhas até 1,5 m, formando uma coroa ampla no cimo do caule; pecíolo curto, coberto de escamas de dois tipos: umas maiores, esbranquiçadas, com sedas marginais vermelho-escuro, e outras mais pequenas, castanho-avermelhado; limbo 2- a 3-pinado; soros marginais, esféricos; esporos triletes.

Planta ornamental, nativa da Austrália, ocorre, escapada da cultura, em todas as ilhas, excepto em S. Jorge e no Corvo. Naturalizada e invasiva em clareiras de florestas, ravinas e sobre declives, entre 120 e 680 m (Schäfer, 2002), próximo de lagos e junto a fumarolas, associada a Pittosporum undulatum, Hedychium gardnerianum, Acacia sp., etc. (Fernandes, 1983). Devido à sua taxa de crescimento, até 1 m por ano, e às modificações radicais que provoca no seu habitat, é um dos fetos invasores mais problemáticos (Schäfer, 2002).

Por feto-arbóreo são também conhecidas outras espécies cultivadas como ornamentais. A introdução nos Açores, deste tipo de feto remonta, pelo menos, a meados do século XIX quando várias espécies, incluindo S. cooperi, foram plantadas no jardins de António *Borges, então em instalação, em Ponta Delgada, formando o denominado vale-dos-fetos ou feteira. Segundo Fernandes (1983), em 1895, S. cooperi foi colhida, em condições de subespontaneidade, no lugar do Lameiro, ilha de S. Miguel, por Bruno *Carreiro. Luís M. Arruda

Bibl. Fernandes, A. (1983), Sphaeropteris cooperi (Cyatheaceae). In Iconographia Selecta Florae Azoricae, A. Fernandes e R. B. Fernandes (eds.). Coimbra, Secretaria Regional da Cultura da Região Autónoma dos Açores, 1, 2: 167-170. Schäfer, H. (2002), Flora of the Azores, A field guide. Weikersheim, Margraf Verlag.