Faro, António José de Vasconcelos e Sousa de Câmara Caminha e

 [N. Lisboa (?), 15.2.1738 – m. idem, 6.6.1801] Foi alcaide-mor da capitania de Santa Maria. Era filho secundogénito do 1.o Marquês de Castelo Melhor (José de Vasconcelos e Sousa Caminha da Câmara e *Faro) mas sucedeu ao pai devido à morte do irmão primogénito em criança. Foi conde da Calheta e 2.o marquês de Castelo Melhor, por decreto de 14.4.1795.

Ocupou importantes cargos palatinos, como conselheiro de Estado, reposteiro-mor da Casa Real, mordomo-mor da rainha D. Carlota Joaquina, presidente do Senado da Câmara de Lisboa.

Sucedeu ao pai como alcaide-mor das capitanias de Santa Maria, Funchal e Porto Santo. Em relação às capitanias reclamou junto da Coroa por terem sido retiradas indevidamente as redízimas, quando se aplicou o decreto de 4.9.1765, que fez regressar à Coroa os direitos senhoriais, em vida de seu pai. Foi-lhe reconhecida razão e por carta de D. Maria I, de 14.7.1786, a mercê de continuar a receber as redízimas das capitanias, o que não pode deixar de suscitar o comentário de ter havido alteração política na aplicação da lei sobre os direitos senhoriais depois da morte de Pombal. J. G. Reis Leite

Bibl. Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo (Lisboa), Chancelaria de D. Maria I, liv. 25, fls. 276v-279v. Arquivo dos Açores (1981). Ponta Delgada, Universidade dos Açores, IV: 206. Os Botelhos de Nossa Senhora da Vida (1957). Lisboa, ed. do 3.o Visconde de Botelho: 76 [nota 18]. A nobreza de Portugal (1960). Lisboa, Editorial Enciclopédia, II: 506.