Farinha, Pedro Sanches

 [N. Lisboa?, 6.5.1712 – m. Lisboa?, 18.2.1737] 10.o capitão do Faial e 11.o capitão da Graciosa. Era filho de Rodrigo Sanches de Baena *Farinha e de sua segunda mulher D. Isabel Francisca da Silva. Foi fidalgo da Casa Real.

Quando da morte do pai, em 1730, representou ao rei que devia suceder a seu pai nas alcaidarias-mores do Faial e Graciosa, segunda vida que havia sido concedida por portaria de 11 de Outubro de 1713. O caso foi julgado favoravelmente por sentença do juízo das justificações do reino e em cumprimento dela foi-lhe passada carta de mercê datada de Lisboa de 4 de Fevereiro de 1734.

Nessa carta onde se diz expressamente que tem por finalidade extinguir a vida concedida em 1713 só se fala efectivamente nas alcaidarias-mores do Faial e Pico e não nas capitanias, mas recebeu todas as rendas, foros e direitos, como tinham os alcaides-mores anteriores, que eram os capitães.

Apesar de expressamente se declarar que a mercê se extinguia com ele Pedro Farinha, quando da sua morte, em 1737 (de bexigas, dizem os genealogistas), sua irmã D. Isabel Teresa Sanches, casada com D. Fernando de Almeida fez altas diligências para suceder nas capitanias, chegando pelo menos no caso da Graciosa a nomear ouvidor e procurador ao capitão Manuel Fernandes Balieiro e ao padre Francisco Fernandes Balieiro, mas sem nunca conseguir sentença favorável da sua petição, tendo as capitanias entrado definitivamente na coroa até à sua extinção em 1766. J. G. Reis Leite

Bibl. Arquivo dos Açores (1981). 2.a ed., Ponta Delgada, Universidade dos Açores, IV: 381-384. Drumond, F. F. (1990), Apontamentos Topográficos. Angra do Heroísmo, Instituto Histórico da Ilha Terceira: 326. Sousa, A. C. (1946), História Genealógica da Casa Real. 2.a ed., Coimbra, Atlântida, IX:247.