Farinha, José Jacinto Valente
[N. Beja e foi baptizado a 2.9.1792 m. ?, ?] Filho de um licenciado em Direito da cidade de Beja, matriculou-se na Universidade de Coimbra no curso de Direito em 1812, saindo bacharel em 1817. Seguiu a carreira da magistratura sendo nomeado juiz de fora na vila de Borba, por carta de 4 de Maio de 1822, onde permaneceu pelo menos até 1826. Daí passou a juiz de fora da cidade de Angra. De inspiração cartista, quando do pronunciamento na cidade, a 22 de Junho de 1828, a favor de D. Maria II foi chamado, como corregedor interino (por o titular Francisco José Pacheco, miguelista, se escusar) para integrar o governo interino saído da revolução. Com a reestruturação do poder político revolucionário passou a membro da Junta Provisória de Angra, subordinada à Junta do Porto, a 28 de Agosto de 1828, e posteriormente à Comissão Militar, formada em Angra, em Novembro desse ano, para substituir a Junta Criminal e também ao Conselho Militar.
Por carta de 20 de Março de 1835 foi nomeado como procurador régio na Relação dos Açores.
Desempenhou o cargo de Ministro dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça, no governo de Saldanha em 1846. J. G. Reis Leite
Fontes. Arquivo da Universidade de Coimbra (Coimbra), Certidões de baptismo 2.11.1792. Id., Matrículas. Direito, 21.10.1812. Id., Formaturas, 29.5.1817. Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo (Lisboa), Chancelaria de D. João VI, Mercês, liv. 34, fl. 335 e liv. 36, fl. 335. Id., Chancelaria de D. Maria II, Mercês, liv. 3, fl. 95.
Bibl. Drumond, F. F. (1981), Anaes da Ilha Terceira. 2.a ed., Angra do Heroísmo, Secretaria Regional da Educação e Cultura, IV: 102 e segs. Enes, M. F. D. T. (1994), O Liberalismo nos Açores. Religião e Política (1800-1832). Lisboa, Universidade Nova, II: 697 e segs.
