Faleiro

Da ilha de Santa Maria. Os mais antigos deste apelido de que temos conhecimento nos Açores são referidos como tendo residido na ilha de Santa Maria nos começos do seu povoamento. Descendiam do povoador João Vaz das Virtudes e de sua mulher Genebra Pires. Este casal teve numerosa descendência, alguma da qual seguiu o apelido Faleiro, sem que tenhamos conhecimento de que este viesse por linha feminina ou masculina. Entre os filhos de João Vaz das Virtudes contava-se João Vaz, casado com Ana Fernandes, pais de Teodósio Faleiro, marido de Isabel Martins, de quem teve descendência. E também Leonor Faleiro, segunda mulher de Álvaro Pires (de Lemos) que tiveram descendência. Mas, destes irmãos, a mais fecunda parece ter sido Isabel Faleiro, casada com Gaspar Álvares de Arvelos de quem teve nove filhas e um filho, todos casados e com descendência. Finalmente importará mencionar outra filha de João Vaz das Virtudes, Barbara Vaz, casada com João Afonso, avós de Matias Faleiro e Brás Faleiro. Alguns dos Faleiro da ilha de Santa Maria passaram, pelo menos, à vizinha ilha de S. Miguel, espalhando o apelido. Na ilha Terceira viveu Fernão Faleiro, provedor dos resíduos em 1594, que Filipe I de Portugal fez sargento-mor de Angra e S. Sebastião no ano imediato, mas não nos consta que tenha tido descendência de sua mulher Catarina de Sousa que lhe sobreviveu e voltou a casar. Outros membros desta família vieram fixar-se na ilha Terceira, onde o apelido se encontra documentado nos registos antigos das freguesias rurais. Manuel Lamas