Falcão, Laureano Francisco da Câmara

 [N. Vila do Porto, ilha de Santa Maria, 17.9.1804 – m. Ponta Delgada, 2.7.1868] De uma família da aristocracia da ilha de Santa Maria, estudou no Colégio dos Nobres, em Lisboa, dedicando-se posteriormente à administração das suas propriedades pelo desenvolvimento da agricultura em São Miguel e Madeira, tendo nesta última estabelecido a cultura do milho em 1847. Sendo capitão de ordenanças foi em 1824 nomeado tenente-coronel do regimento de milícias de Ponta Delgada e em 1840 coronel do batalhão nacional de voluntários de artilharia, da mesma cidade.

Foi fidalgo cavaleiro da Casa Real em 1826 por sucessão, tendo justificado a sua nobreza em árvore de costados de dez gerações.

Na política opôs-se aos liberais em S. Miguel, em 1831, e por isso foi desterrado para as Flores, mas veio a tornar-se cartista conservador e a integrar-se no sistema político como militante do partido regenerador. Foi conselheiro distrital, governador civil substituto e nesse cargo, em 1851, contribuiu para abafar a revolta dos populares em Vila Franca; procurador à Junta Geral e presidente da Câmara de Ponta Delgada (1853). Foi eleito deputado pelo círculo de Ponta Delgada para a legislatura de 1861 a 1864, integrando a deputação que entregou ao rei o auto do reconhecimento do príncipe D. Carlos como sucessor.

Foi agraciado com a Ordem de Cristo, cavaleiro em 1825 e comendador em 1842. J. G. Reis Leite

Bibl. Album Açoriano (1903). Lisboa, Ed. Oliveira e Baptista: 263.