Expresso das Nove

Semanário publicado em Ponta Delgada, desde 25.11.1994, continuador dos periódicos Jornal de Ponta Delgada (1990-1992) e Jornal de S. Miguel (1992-1994), todos dirigidos por Eduardo *Brum. Desde o início, demarcou-se da restante imprensa açoriana pela sua irreverência, publicando artigos sobre temas postergados: prostituição, homossexualidade, críticas a determinados comportamentos do clero, a elementos da classe política e desportiva. Publicou, inclusivamente, um suplemento gay e outros dedicados à música, dando voz aos novos artistas. Como resultado da sua ousadia foi sujeito a vários processos judiciais. Politicamente, combateu a linha traçada por Mota Amaral. Com o fim da predominância política do PSD/Açores, alterou-se a mentalidade política regional e o próprio jornal tornou-se mais moderado, poupando o Partido Socialista à sua crítica tão mordaz. Como o próprio título sugere, o semanário pretende abarcar toda a região, apresentando como subtítulo “Açores Unidos”, mas acabou recentemente por se expandir, também, até à Madeira. Deste modo, a oposição a Alberto João Jardim encontrou nas suas páginas um espaço aberto para se manifestar e abordar temas banidos pela imprensa madeirense. Com colaboradores de várias tendências políticas, analisa problemas cruciais da vida insular, algumas questões de carácter nacional e internacional. A ousadia continua a manter-se na página “Argoladas”, onde belisca os “figurões” que o colunista considera pisarem o risco. Carlos Enes