exportações
Os principais mercados para as exportações dos Açores, entendidas como as vendas directas de produtos a países terceiros, são a Itália, os Estados Unidos e Canadá, Espanha, Alemanha, França, Holanda e Reino Unido. Os países da União Europeia constituem o conjunto com o qual os Açores mantêm mais relações comerciais directas.
De entre os produtos exportados destacam-se as conservas de peixe, o peixe fresco, os lacticínios, acessórios de vestuário e os combustíveis fornecidos à navegação.
Os produtos alimentares mantêm o maior peso nas exportações representando 43,5% em 1982, 65,3% em 1990 e 63,7% em 2000. As conservas de peixe e o peixe fresco são, claramente, os produtos mais exportados, em termos absolutos e dentro deste grupo de mercadorias. Os combustíveis minerais, lubrificantes e produtos conexos, fornecidos à navegação e aviação são a segunda categoria de exportações, representando 39% em 1982, 14,5% em 1990 e 14,6% em 2000. As máquinas e materiais de transporte assumem um peso significativo a partir de 1990, com 12,9% das exportações nesse ano e 9,4% em 2000. Não se trata de uma actividade efectivamente exportadora mas antes da reexportação de motores, especialmente de aeronaves, associada às actividades da transportadora aérea dos Açores. Os artigos de vestuário assumem, por último, um peso significativo em 1982 e 2000, rondando os 7% das exportações. Trata-se, no essencial, de transacções realizadas com os Estados Unidos, em associação com iniciativas empresariais ligadas à comunidade açoriana radicada naquele país.
Durante a década de 1980, as exportações representavam entre dez e quinze por cento do Produto Interno Bruto da Região. Durante a última década do século XX esta percentagem reduziu-se gradualmente, ficando já em apenas cerca de 5% do Produto Interno Bruto, nos últimos anos. Esta quebra não é, necessariamente, sintoma de que os Açores enviam menos mercadoria para o exterior. Significa apenas que enviam menos para países terceiros. Muito do comércio com o exterior é feito para o continente e com a Madeira em transacções de cabotagem.
As exportações dos Açores nunca representaram mais do que 53,1% das importações, conforme se deduz do Quadro I. A taxa de cobertura situou-se, no período considerado, em média, em cerca de 44% (Quadro II).
Os principais destinos das exportações dos Açores são a Itália, com cerca de 40%, fundamentalmente referentes a conservas de atum, e os Estados Unidos e Canadá que representam a expressão mais acentuada do designado mercado da saudade, composto pelos emigrantes recentes que procuram os produtos que consumiam na sua terra natal. Nestes produtos inclui-se não só o peixe (chicharro) e crustáceos (lapas) como também os inhames, as cervejas e refrigerantes, os licores e uma variedade grande de outros produtos tradicionalmente consumidos na região. Mário Fortuna
Exportações (1975-2000).
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Anos |
Taxa de Cobertura % |
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1975 |
36,4 |
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1976 |
34,6 |
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1977 |
38,3 |
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1978 |
53,1 |
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1979 |
51,0 |
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1980 |
53,4 |
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1981 |
40,6 |
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1982 |
42,9 |
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1983 |
42,2 |
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1984 |
46,0 |
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1985 |
51,0 |
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1986 |
46,1 |
|
1987 |
40,2 |
|
1988 |
38,8 |
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1989 |
35,0 |
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1990 |
36,7 |
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1991 |
52,7 |
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1992 |
52,6 |
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1993 |
42,4 |
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1994 |
35,7 |
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1995 |
51,4 |
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1996 |
43,0 |
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1997 |
33,8 |
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1998 |
21,7 |
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1999 |
29,9 |
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2000 |
34,2 |
