eucalipto

Nome comum do género Eucaliptus, da família das Mirtáceas. Este género engloba cerca de 600 espécies originárias da Austrália e da Tasmânia. Em Portugal Continental está representado por cerca de 90 espécies introduzidas, das quais a “globulus” é a mais difundida e cultivada para a produção de pasta de papel, madeira de construção e combustível. O nome vem do grego, Eu (bem) e Kaliptos (cobertos), em referência à sombra da sua farta folhagem; a designação da espécie globulus refere-se à forma arredondada dos frutos. No país de origem encontra condições ideais de desenvolvimento atingindo alguns exemplares alturas superiores a 100 m. No nosso país, raramente ultrapassa os 40 m. Esta útil árvore florestal cresce rápida e vigorosamente em solos húmidos ou secos do centro do país. Não suporta regiões muito frias, com neve ou geadas. A casca é lisa e despela-se em longas tiras longitudinais; folhas juvenis com 7-16 x 4-9 cm, ovadas, glaucas, passando depois a falcado-lanceoladas verde brilhantes, intensamente aromáticas. Da folhagem juvenil extrai-se o óleo de eucalipto usado na produção de aromas e substâncias químicas; goza de propriedades febrícolas, anticatarrais.

O cultivo da espécie globulus reveste-se de importância económica considerável, ultrapassando já os 2.000 hectares. As plantações têm uma duração de vida de cerca de 70 anos, com cortes sucessivos de 10 a 12 anos, para abastecimento de fábricas de pasta de papel. As plantações fazem-se com plantio obtido por sementeira em viveiro. É proibido o seu cultivo a menos de 30 m de nascentes de água e de terras de cultivo agrícola.

No arquipélago açoriano existe em todas as ilhas como árvore ornamental, excepto na Terceira, onde se fizeram plantações extensas há cerca de 50 anos, para produção de combustível para pequenas fábricas dessa época, em terrenos de biscoito (lava vulcânica) a meia altitude. Na Quina da Rosa, ilha do Pico, existem belos exemplares de espécies ornamentais: E. robusta, E. amigdalina, E. camaldulensis e outras. Ilídio Botelho Gonçalves

Bibl. Franco, J. (1971), Nova Flora de Portugal. Lisboa, Sociedade Astórica, I: 486; L: 7-159. Carvalho, A. (1962), Madeira de eucalipto. Alcobaça, Tip. Alcobacense.