Estevão, José (J. E. Coelho de Magalhães)

[N. Aveiro, 26.11.1809 – m. Lisboa, 3.11.1863] Político e parlamentar destacado. Interrompeu os estudos de Direito na Universidade de Coimbra para se incorporar no denominado Batalhão Académico (1829), formado para apoiar a causa do liberalismo defendida por D. Pedro IV. Todavia, as tropas miguelistas dominavam quase todo o país e sufocavam as tentativas liberais. Então emigrou com os seus companheiros, primeiro, para a Galiza, Espanha, e, depois, para Plymouth, Inglaterra. Foi aqui que, em 14 de Fevereiro de 1829, embarcou com destino à ilha Terceira, nos Açores, onde integrou as tropas comandadas pelo general Vila Flor que haviam sido encarregadas de submeter as ilhas ao governo da rainha. Dada a obediência em S. Jorge e no Pico, seguiu-se o Faial que foi ocupado na noite de 23 de Junho de 1831. Em noite clara, saíram da vila da Madalena, ilha do Pico, em pequenas embarcações, que atravessaram o canal a remos, indo desembarcar na Praia do Almoxarife, ilha do Faial, e instalar-se no forte de Santa Cruz. Recomendado por Vila Flor ao sargento-mor António de Oliveira Pereira, por este viria a ser encontrado doente e por isso recolhido no seu solar, hoje com o número 24 da rua Serpa Pinto. Ali, a Câmara Municipal da Horta mandou colocar uma lápide onde pode ser lido: «N’esta casa residiu o tribuno liberal / José Estevão Coelho de Magalhães / em 1831 – 1832 / Mandou collocar esta lapide a / vereação municipal / em / 26 de Dezembro de 1909 / 1º centenário do nascimento / d’este illustre tribuno».

Depois, desembarcou no Mindelo com D. Pedro e a sua actividade militar e política é, geralmente, conhecida. Luís M. Arruda

Bibl. José Estevão Coelho de Magalhães (1909), O Telégrafo, Horta, n.º 4.762, 27 de Dezembro. José Estevão Coelho de Magalhães (1909), O Telégrafo, Horta, n.º 4.763, 28 de Dezembro. José Estevão Coelho de Magalhães (1909), O Telégrafo, Horta, n.º 4.764, 29 de Dezembro. José Estevão Coelho de Magalhães (1831), Arquivo dos Açores, VII: 533-552 e VIII: 5-19 [de Notas Açorianas, por Ernesto Rebello].